Nome completo: Mário Jorge Lobo Zagallo
Conhecido como: Zagallo
Data de nascimento: 9 de agosto de 1931
Local de nascimento: Atalaia, Alagoas, Brasil
Data de falecimento: 5 de janeiro de 2024
Início no Flamengo
Zagallo começou sua trajetória no Flamengo em 1950, após jogar nas divisões amadoras do América-RJ, clube pelo qual tinha grande carinho. No Flamengo, assinou seu primeiro contrato profissional em 1951, e fez parte de um dos períodos mais vitoriosos da equipe na década de 1950. Ele ajudou o clube a conquistar o tricampeonato carioca nos anos de 1953, 1954 e 1955.
O “Formiguinha”, apelido que ganhou pela sua incansável disposição em campo, foi um jogador moderno para a época, ajudando na marcação e no ataque, um estilo de jogo que, posteriormente, o levaria à seleção brasileira. Zagallo atuou pelo Flamengo até 1958, quando foi transferido para o Botafogo, após a demora da diretoria rubro-negra em renovar seu contrato.
Carreira
Pelo Flamengo, Zagallo disputou 205 jogos, conquistando 128 vitórias, 38 empates e 39 derrotas, e marcando 29 gols.
Zagallo deixou o Flamengo após a conquista da Copa do Mundo de 1958 pela Seleção Brasileira, onde foi um dos pilares do time que revolucionou o futebol com o esquema tático 4-3-3.
Títulos como jogador
Torneio Início do Campeonato Carioca: 1951 e 1952
Torneio Internacional de Lima: 1952
Campeonato Carioca: 1953, 1954 e 1955
Torneio Juan Domingo Perón: 1953
Torneio Triangular de Curitiba: 1953
Torneio Internacional do Rio de Janeiro: 1954 e 1955
Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 1955
Torneio Internacional de Israel: 1958
Carreira como Treinador
Após encerrar sua carreira como jogador em 1966, Zagallo iniciou sua trajetória como treinador. No Flamengo, clube de seu coração, ele teve três passagens importantes como técnico. De acordo com o “Almanaque do Flamengo”, Zagallo comandou o time rubro-negro em 236 partidas, obtendo 116 vitórias, 59 empates e 61 derrotas. Sua influência foi crucial para o crescimento do Flamengo como uma das maiores potências do futebol brasileiro.
Durante suas passagens pelo Flamengo, ele ajudou a consolidar uma geração de grandes jogadores e contribuiu para o fortalecimento do clube em competições estaduais e nacionais. Entre suas conquistas mais notáveis no Flamengo estão dois títulos cariocas, em 1972 e 2001. Zagallo também foi responsável por ajudar a criar uma identidade tática no Flamengo que mesclava o futebol ofensivo característico com disciplina defensiva, algo que marcou profundamente o clube em décadas seguintes.
Sua habilidade em gerir o elenco, compreender o jogo e sua vasta experiência como ex-jogador de sucesso lhe deram respeito entre seus comandados. O amor de Zagallo pelo Flamengo, aliado à sua vasta experiência no futebol, garantiu que sua figura se tornasse eternamente reverenciada pela torcida rubro-negra.
Embora tenha se destacado em diversas outras equipes e seleções, como o Botafogo e a Seleção Brasileira, onde conquistou o título mundial de 1970, seu legado no Flamengo permanece especial. Ele ajudou a pavimentar o caminho para a era dourada do clube, que culminaria em conquistas como a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes na década de 1980.
Títulos como técnico
Copa dos Campeões: 2001
Campeonato Carioca: 1972 e 2001[18]
Taça Guanabara: 1972, 1973, 1984 e 2001
Torneio do Povo: 1972
Momentos Marcantes no Flamengo
Um dos momentos mais marcantes da carreira de Zagallo no Flamengo foi sua participação no tricampeonato carioca, ajudando o time a dominar o cenário estadual. Outro destaque foi sua atuação versátil em campo, sendo um dos primeiros jogadores a desempenhar uma função defensiva, recuando para ajudar a marcação e ao mesmo tempo se projetando para o ataque.
Carreira Após o Flamengo
Após sua saída do Flamengo, Zagallo foi para o Botafogo, onde se tornou ídolo e ampliou seu sucesso, tanto como jogador quanto treinador. Mas sua ligação com o Flamengo nunca se desfez. Zagallo retornaria ao clube em outras oportunidades como treinador, dirigindo a equipe rubro-negra em 236 partidas, com 116 vitórias, 59 empates e 61 derrotas.
Mesmo tendo grande história no Botafogo, Zagallo sempre foi respeitado pela torcida do Flamengo por sua contribuição durante sua passagem pelo clube, e principalmente por seu papel de destaque na Seleção Brasileira, onde colecionou títulos e se tornou o único homem a vencer a Copa do Mundo como jogador (1958, 1962), treinador (1970), e coordenador técnico (1994).
Número 13
Apegado publicamente ao número treze desde a época de jogador, revelou que isto originou-se com sua esposa, que era devota de Santo António, comemorado em 13 de junho. Católico, seu casamento foi em 13 de janeiro de 1955.
Algumas aparições do número na trajetória do Velho Lobo:
– 1958 e 1994 são anos cuja soma dos últimos dois dígitos (5+8 e 9+4) dá treze.
– A edição de 1962 foi no Chile (5 letras): 6 + 2 + 5 = 13.
– A edição de 1970 foi no México (6 letras): 7 + 0 + 6 = 13.
– Em 1958, o 13º colocado foi a rival Argentina, o artilheiro da competição fez 13 gols (Just Fontaine, da França, mais gols numa mesma edição) e o trio Pelé-Vavá-Mazzola igualmente (6, 5 e 2 gols, respectivamente).
– O Mundial de 1958 foi realizado no Reino da Suécia: 13 letras.
– Em 1962 completava 13 anos de carreira como jogador profissional.
– Já o decimo terceiro ano como treinador foi em 1979, quando foi campeão saudita pelo Al-Hilal.
– Em 1962 e 1994, a Seleção disputou a semifinal em 13 de junho e 13 de julho, respectivamente. Já a semi de 1958 foi a 13ª vitória do Brasil em Copas.
– O mundial de 1994 foi realizado nos Estados Unidos, cujo nome em português possui treze letras, assim como o gentílico estadunidense, e a bandeira nacional treze listras.
– O nome do autor do pênalti perdido que decretou o tetra, o italiano Roberto Baggio, possui 13 letras, bem como ‘tetracampeões’.
– Umbro e Coca-Cola, patrocinadoras da Canarinha na ocasião, juntas têm 13 letras, igualmente a soma de Romário e Bebeto.
– Acumulando as funções de jogador e treinador, a estreia no México foi seu 13º jogo em Copas: vitória de 4 a 1 sobre a Seleção Tchecoslovaca; no terceiro jogo viria sua 13ª vitória: 3 a 2 na Romênia.
– Seu 13º jogo como jogador da Seleção Brasileira foi sua maior vitória pela mesma: 7 a 0 no Chile, Taça Bernardo O’Higgins, 1959.
– A estreia na vitoriosa Copa América de 1997 foi em 13 de junho: 5 a 0 contra a Costa Rica. No mesmo ano, título da Copa das Confederações FIFA na Arábia Saudita (13 letras).
– Considerando apenas clubes, sua 13ª passagem como treinador foi no Flamengo (2000 a 2001), seu último trabalho na função, quando conquistou a Copa dos Campeões de 2001.
– Comemorando a vitória brasileira na Copa América de 2004, bradou: “Brasil campeão” tem 13 letras e “Argentina vice” também!
Legado no Futebol
Zagallo foi um inovador no futebol, e sua visão tática mudou a maneira como o jogo era jogado. Ele ficou eternizado por sua participação em quatro Copas do Mundo e é lembrado como um dos maiores vencedores da história do futebol mundial. Com títulos em 1958 e 1962 como jogador, em 1970 como treinador, e em 1994 como coordenador técnico, Zagallo é o único homem a vencer a Copa do Mundo em três funções diferentes.
Sua capacidade de liderança, tanto dentro quanto fora de campo, foi fundamental para o sucesso das equipes que comandou. Ele transformou o papel do ponta-esquerda no futebol brasileiro, sendo um jogador versátil que ajudava na marcação e na criação de jogadas ofensivas, algo inédito para sua época.
Além de suas conquistas na Seleção Brasileira, Zagallo sempre manteve seu vínculo com o Flamengo, clube pelo qual conquistou três títulos cariocas e deixou uma marca significativa. Como treinador, voltou ao Flamengo em diversas oportunidades, contribuindo para a consolidação do clube como uma das maiores potências do futebol brasileiro.
Morte
Zagallo faleceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de janeiro de 2024, aos 92 anos. Sua morte foi recebida com grande pesar no mundo do futebol, sendo lembrado por todos os grandes clubes e pela torcida brasileira como um ícone eterno do esporte. Sua trajetória, repleta de títulos e inovações táticas, garante que seu nome ficará para sempre na história do futebol, especialmente no coração dos torcedores do Flamengo, que o reverenciam como um dos maiores ídolos do clube.





