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Flamengo destaca uso de dados e IA para fortalecer receitas e aproximar a torcida

Dados, CRM e inteligência artificial ganham protagonismo nos grandes clubes do Rio

Representantes de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo no painel
Representantes de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo no painel "Marketing de clubes". Maurício Luz/Lance!

Executivos de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo defenderam o uso de dados, CRM e inteligência artificial como ferramentas fundamentais para aumentar receitas e estreitar o relacionamento com os torcedores. O debate aconteceu nesta quinta-feira (5), durante o painel “Marketing de clubes: a disputa comercial entre os grandes do Rio”, na Rio Innovation Week.



Ao longo da discussão, os representantes abordaram estratégias voltadas para comunicação, engajamento e monetização das torcidas. Ao final do encontro, todos apontaram a tecnologia como um dos principais caminhos para o futuro do marketing no futebol.

O painel contou com a presença dos CMOs de Flamengo e Fluminense, Ricardo Hinrichsen e Ronaldo França, além do diretor comercial da SAF do Botafogo, Marcelo Furtado, e do diretor executivo comercial e de marketing do Vasco, João Vitor Assunção. Durante o evento, os executivos compartilharam experiências sobre como os clubes trabalham para conhecer melhor seus torcedores, fortalecer os canais de relacionamento e transformar esse vínculo em novas oportunidades de receita.



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Flamengo investe em dados e CRM

Ao falar sobre as perspectivas para o setor, Ricardo Hinrichsen explicou que o Flamengo vem estruturando uma área específica voltada para dados e CRM, com o objetivo de conhecer melhor o perfil da torcida e aprimorar as estratégias comerciais.

— Não posso fugir do óbvio, estamos de olho em dados. Fizemos um investimento grande para ter uma base de dados. Começamos a estruturar uma equipe de dados e CRM. É uma aposta, porque naturalmente tem um custo com pessoas, sistema, softwares, que não são baratos. Muitas vezes você tem um presidente, um gestor, que não entende essa importância, porque cadastro não dá dinheiro. Mas é um trabalho que melhora todas as outras áreas. Através das ações de CRM, já identificamos um aumento de venda de cinco mil ingressos por jogo, o que é muito significativo para o Flamengo, que já tem de média, mais de 50 mil. Isso é o futuro, porque o clube de futebol não é uma empresa de moda, de mídia ou de eventos. Ele não é nada, mas é tudo isso ao mesmo tempo. A gente já tem um mercado consumidor, o que eu preciso é conhecê-lo para captá-lo.



Fluminense defende inteligência artificial e colaboração entre clubes

Representando o Fluminense, Ronaldo França ressaltou que a inteligência artificial será essencial para transformar em ações práticas o grande volume de informações já reunido pelos clubes. O dirigente também destacou a importância da cooperação entre as equipes.

— A melhor aplicação do uso de IA para conseguirmos usar esses dados. Não tem muito o que inventar, a nossa torcida, nossos coienes, se movem por geração e geração. Os clubes precisam de comunicar mais e se ajudar. Já temos esses diálogos, mas precisa melhorar. A troca de informações sobre a Lei do Mandante, por exemplo, foi perfeita. Isso que estamos fazendo aqui é muito importante.

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Botafogo aposta na IA para potencializar o engajamento

Marcelo Furtado afirmou que o principal desafio do Botafogo é demonstrar às empresas o potencial de engajamento oferecido pelos clubes de futebol. Na avaliação do dirigente, a inteligência artificial poderá contribuir diretamente para esse processo.

— Tenho certeza de que o nosso engajamento é o melhor que podemos oferecer para as empresas, mas não conseguimos ainda mostrar isso para elas. Se conseguirmos, não tem nada mais rápido e fácil do que entrar nos clubes de futebol. A persona que as empresas buscam, ela encontra dentro dos clubes, com paixão para conectar com eles. A IA vai nos trazer isso.

Vasco prioriza organização e análise das informações

João Vitor Assunção avaliou que os clubes já superaram a etapa de coleta de dados. Segundo ele, o grande desafio agora é estruturar essas informações e analisá-las com rapidez para ampliar receitas e acompanhar toda a jornada do torcedor.

— O desafio de captar os dados os clubes já entenderam. Agora o desafio maior é estruturar e analisar os dados mais rápido, para captar a maior parte de receita possível e manter o relacionamento com o torcedor. É mapeá-lo do início ao fim, em todos os pontos em que ele se envolve com o clube.

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