O Campeonato Carioca de 1963, em sua 58ª edição, teve uma estrutura de pontos corridos, onde 13 equipes disputaram o título em jogos de turno e returno. Cada time enfrentou os demais duas vezes, e o campeão foi decidido pelo maior número de pontos acumulados ao longo da temporada. O Flamengo, liderado pelo técnico Flávio Costa, teve uma campanha notável, e com um futebol sólido e eficiente, conseguiu encerrar o jejum de sete anos sem títulos estaduais, conquistando o campeonato em uma disputa acirrada contra rivais tradicionais como o Botafogo e o Fluminense.

Números da campanha
Jogos: 24
Vitórias: 17
Empates: 05
Derrotas: 02
Gols Pró: 46
Gols Contra: 17

Artilheiros Rubro-Negros
Airton e Osvaldo II foram os destaques da campanha com seus gols decisivos, contribuindo com uma parte significativa dos pontos acumulados pelo Flamengo. Airton, com sua técnica e visão de jogo, e Osvaldo II, com sua presença de área, formaram uma dupla eficaz que consolidou o ataque rubro-negro. Esses artilheiros não só ajudaram a equipe a somar pontos, mas também marcaram momentos importantes que levaram o Flamengo ao topo da tabela.
– Airton – 15 gols
– Osvaldo II – 6 gols
– Nélson – 5 gols
– Dida – 4 gols
– Nelsinho – 4 gols
– Espanhol – 4 gols
– Gérson – 3 gols
– Geraldo José – 2 gols
– Carlinhos – 1 gol
– Paulo Alves – 1 gol
– Osvaldo Ponte Aérea – 1 gol

Campanha
A campanha do Flamengo foi marcada por jogos emocionantes e vitórias importantes. Em momentos decisivos, o time soube mostrar sua força. Algumas partidas destacadas incluem:
Flamengo 2×1 São Cristóvão – Em 30 de novembro, o Flamengo venceu com gols de Espanhol e Airton.
Flamengo 4×3 Vasco – Em um dos clássicos mais intensos, o Flamengo superou o Vasco com gols de Airton(3) e Oswaldo II, em um espetáculo que atraiu a torcida.
Flamengo 2×1 Olaria – No penúltimo jogo, o Flamengo conseguiu uma vitória apertada que manteve viva a disputa pelo título.
Esses resultados culminaram em uma temporada de sucesso, permitindo que o Flamengo alcançasse a liderança e se posicionasse como favorito antes do confronto final contra o Fluminense.

Campanha completa
1º turno
Flamengo 2 x 0 Canto do Rio
30/06 – Estádio: Caio Martins – Niterói – RJ
Gols: Gérson(2).
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Vanderlei, Jordan, Carlinhos, Gérson, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo.
Flamengo 2 x 1 Portuguesa
13/07 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Gérson e Dida.
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Jordan, Carlinhos, Gérson, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo.
Flamengo 3 x 1 Botafogo
21/07 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Airton(2), e Paulo Alves.
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Jordan, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Paulo Alves e Oswaldo.

Flamengo 5 x 0 Campo Grande
27/07 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Airton(3) e Nelsinho(2).
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Jordan, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo.
Flamengo 5 x 0 Madureira
04/08 – Estádio: Conselheiro Galvão – Rio de Janeiro
Gols: Dida(2), Airton(2) e Espanhol.
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Vanderlei, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton Dida e Paulo Alves.
Flamengo 1 x 0 Bonsucesso
11/08 – Estádio: São Januário – Rio de Janeiro
Gol: Airton.
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Vanderlei, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol Airton, Dida e Oswaldo.
Flamengo 1 x 3 América
18/08 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gol: Nelsinho.
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Vanderlei, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo.
Flamengo 0 x 0 Vasco da Gama
24/08 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Mauro, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Jordan, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Gerson e Oswaldo.
Flamengo 1 x 2 Bangu
01/09 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gol: Dida.
Time: Mauro(Marcial), Murilo, Luís Carlos, Ananias, Jordan, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo.
Flamengo 2 x 1 São Cristóvão
11/09 – Estádio: General Severiano – Rio de Janeiro
Gols: Oswaldo e Nelsinho.
Time: Marcial, Murilo, Ananias, Joubert, Paulo Henrique, Nelson, Nelsinho, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo.
Flamengo 2 x 0 Olaria
15/09 – Estádio: General Severiano – Rio de Janeiro
Gols: Nelson e Airton.
Time: Marcial, Murilo, Ananias, Joubert, Paulo Henrique, Nelson, Nelsinho, Espanhol, Airton, Dida e Paulo Alves.
Flamengo 0 x 0 Fluminense
22/09 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Público: 67.837
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Nelson, Nelsinho, Espanhol, Airton, Foguete e Paulo Alves.
2º Turno
Flamengo 3 x 2 Canto do Rio
29/09 – Estádio: São Januário – Rio de Janeiro
Gols: Nelson(2) e Geraldo.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Nelson, Nelsinho, Espanhol, Geraldo, Dida e Oswaldo II.
Flamengo 1 x 0 Portuguesa
09/10 – Estadio: São Januario – Rio de Janeiro
Gol: Nelson.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Nelson, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo II.
Flamengo 0 x 0 Botafogo
13/10 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelson, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo II.
Flamengo 4 x 1 Campo Grande
19/10 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Airton(2), Oswaldo e Nelson.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelson, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo II.
Flamengo 0 x 0 Madureira
2º Turno
27/10 – Estádio: São Januário – Rio de Janeiro
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelson, Espanhol, Airton, Dida e Oswaldo II.
Flamengo 1 x 0 Bonsucesso
03/11 – Estadio: Teixeira de Castro – Rio de Janeiro
Gol: Geraldo.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelson, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo II.
Flamengo 2 x 0 América
09/11 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Oswaldo II(2).
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelson, Espanhol Airton, Geraldo e Oswaldo II.
Flamengo 4 x 3 Vasco da Gama
15/11 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Airton(3) e Oswaldo II.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelson, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo II.
Flamengo 3 x 1 Bangu
24/11 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Oswaldo II(2) e Espanhol.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo II.
Flamengo 2 x 1 São Cristóvão
30/11 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Gols: Espanhol e Airton.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo II.
Flamengo 2 x 1 Olaria
08/12 – Estádio: Rua Bariri – Rio de Janeiro
Gols: Carlinhos e Nelsinho.
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo II.
Flamengo 0 x 0 Fluminense
15/12 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Público: 177.656 pagantes (194.603 presentes)
Time: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo II.
(C.R. Flamengo Campeão Carioca)

Jogo Final: Flamengo 0x0 Fluminense
No dia 15 de dezembro de 1963, o Maracanã se transformou em uma arena fervorosa para um dos confrontos mais esperados do Campeonato Carioca. Flamengo e Fluminense chegaram ao Fla-Flu final em uma situação acirrada: o Flamengo liderava com 38 pontos, enquanto o Fluminense vinha logo atrás com 37. Bastava ao Rubro-Negro um empate para garantir o título, e a expectativa era intensa entre as torcidas. Naquele domingo, o estádio recebeu uma multidão de torcedores, alcançando oficialmente 177.656 pagantes (194.603 presentes). Essa marca histórica, ainda hoje, representa o maior público já registrado em uma partida entre clubes no futebol brasileiro.
A partida teve um ritmo truncado desde o início. Consciente de que o empate seria o suficiente, o Flamengo apostou em uma postura cautelosa, controlando a posse de bola e evitando riscos desnecessários. A presença de Nelsinho, o volante titular, mesmo lesionado, foi uma aposta ousada do técnico Flávio Costa. Em campo, ele demonstrou dedicação e superação, mas precisou de todo o suporte de seu companheiro Carlinhos, conhecido como “Violino,” que se desdobrou para segurar o meio-campo e neutralizar as investidas tricolores. Essa dupla foi crucial para manter o equilíbrio do time e resistir à pressão do adversário.
O Fluminense, por outro lado, não poupou esforços para tentar furar a defesa rubro-negra. Os tricolores buscaram constantemente o ataque, mas esbarraram na atuação inspirada do goleiro Marcial, que se destacou com defesas difíceis ao longo dos 90 minutos. Em certo momento, a torcida tricolor chegou a soltar um grito quase de gol, mas o atacante Escurinho desperdiçou uma chance clara. Este momento trouxe um suspiro de alívio para a Nação Rubro-Negra, que se mantinha em suspense a cada ataque do Fluminense.

Esse empate sem gols representou muito mais do que um resultado. Foi a consagração de uma equipe que superou desafios internos e externos ao longo do campeonato. O Flamengo teve que lidar com a ausência de Gérson, sua maior revelação, que havia saído para o Botafogo devido a desavenças com a diretoria. Além disso, o ídolo Dida estava em fase final de carreira, tornando essa conquista ainda mais significativa. A resiliência do time e a força de sua torcida fizeram dessa vitória um marco na história do clube.
Ao final do jogo, a explosão de alegria tomou conta das arquibancadas rubro-negras. O empate sem gols, que à primeira vista poderia parecer um resultado modesto, garantiu o título carioca ao Flamengo e encerrou um jejum de sete anos sem conquistas estaduais. A festa no Maracanã e pelas ruas do Rio de Janeiro foi emblemática, simbolizando a paixão e a devoção dos torcedores que lotaram o estádio em um dia que permanece eterno na memória flamenguista.

Ficha Técnica
FLAMENGO 0x0 FLUMINENSE
LOCAL: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
PÚBLICO: 177.656 pagantes (194.603 presentes)
RENDA: CR$ 57.993.500,00
ÁRBITRO: Claudio Magalhães
FLAMENGO: Marcial, Murilo, Luis Carlos, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Espanhol, Aírton, Geraldo e Osvaldo Técnico: Flávio Costa.
FLUMINENSE: Castilho, Carlos Alberto Torres, Procópio, Dari e Altair; Oldair e Joaquinzinho; Edinho, Manoel, Evaldo e Escurinho. Técnico: Fleitas Solich.

O maior público da história do futebol entre clubes
O Fla-Flu final de 1963 entrou para a história não apenas pelo título, mas pelo público recorde. Oficialmente, 194.603 pessoas estiveram presentes no Maracanã, sendo 177.020 pagantes. Acredita-se que o número real pode ter superado os 200 mil, considerando as multidões que adentraram o estádio sem ingresso e os muitos torcedores que assistiram ao jogo em pé ou dividindo assentos. Este foi o maior público registrado em um jogo entre clubes na história do futebol.
A atmosfera no Maracanã era impressionante, com a presença da Nação Rubro-Negra em massa, vibrando e apoiando o time em cada lance. Além de testemunhar a vitória do Flamengo, muitos dos presentes recordam-se da superlotação, com áreas do estádio lotadas além de sua capacidade. Entre os torcedores estava o jovem Zico, que anos depois viria a se tornar um dos maiores ídolos da história do clube. Ele, como muitos, relembra a grandiosidade daquele dia, marcado pela paixão e pelo apoio incessante da torcida rubro-negra.

Crônica de Nelson Rodrigues sobre a final
Continuo Tricolor
Amigos, ao terminar o grande Fla-Flu, o profeta tratou de catar os trapos e saiu do Maracanã, mas de cabeça erguida. Era um vencido? Jamais. Vencido, como, se temos de admitir esta verdade límpida e clara – o Fluminense jogou mais. Não cabe, contra a evidência da nossa superioridade, nenhum argumento, sofisma ou dúvida. Alguém dirá que o profeta não previa o empate.
Exato. Mas vamos raciocinar. Houve lances, no Fla-Flu, que escapariam à vidência até de um Maomé, até de um Moisés de Cecil B. de Mille. Lembro-me de um momento, em que Marcial estava batido, irremediavelmente. O arco rubro-negro abria seus sete metros e quebrados. E que fez Escurinho? Enfiou a bola na caçapa? Consumou o “goal” de cambaxirra?
Simplesmente, Escurinho levantou para Marcial. Deu a bola na bandeja como se fosse a cabeça de São João Batista. E eu diria que nem Joana D’Arc, com suas visões lindas, ou Maomé pendurado no seu camelo, ou o Moisés de Cecil B. de Mille, do alto de suas alpercatas – podia imaginar tamanha ingenuidade. Escurinho teria de chutar rente à grama, ou alto, se quisesse, mas teria de chutar e nunca suspender a bola.
E tem mais. Os profetas de ambos os sexos jamais poderiam contar com a trave. No segundo tempo, Escurinho mandou uma bomba. Nenhum “goal” foi tão merecido. Pois bem: – vem a trave e salva. Além do mais que Maomé, ou que Moisés podia calcular que Solich ia fazer jogo para empate? Dirá o próprio que não foi esta a sua intenção. Mas o fato incontestável é que ele armou o time para o hediondo 0 x 0.

É obvio que, desde o primeiro minuto, o Fluminense teria de se atirar todo para a frente. Era preciso forçar a decisão, o”goal”, a vitória, já que o empate seria a catástrofe. O tricolor jogou bem e, no entanto, não deu, nunca, a sensação de fome e sede de “goal”. Faltavam uns 15 minutos, e os nossos jogadores ainda tramavam, ainda faziam tico-tico, ainda perdiam tempo com passes curtos, para os lados e para trás. Sim, o Fluminense jogou bem e não cabe preciosismo num último Fla-Flu.
Já contra o Bangu, aconteceu o seguinte: – sempre que Oldair avançava, eis que Solich erguia-se na boca do túnel e fazia um comício. Oldair marcou dois “goals” por desobediência e repito, por indisciplina tática. Ontem, ele estava cá atrás, defendendo um empate que seria a vitória do Flamengo. Vejam que tristeza horrenda: – jogamos bem e errado.
Dizia eu que o profeta estava certo no mérito da questão. O tricolor é o melhor, foi melhor, teve mais time. Mas há, claro, um campeão oficial, que é o Flamengo. E aqui, abro um capítulo para falar da alegria rubro-negra, santa alegria que anda solta pela cidade. Nada é mais bonito do que a euforia da massa flamenga. À saída do estádio, eu vi um crioulão arrancar a camisa diante do meu carro. Seminu, como um São Sebastião, ele dava arrancos medonhos. Do seu lábio, pendia a baba elástica e bovina do campeão.
Mesmo que eu fosse um Drácula, teria de ser tocado por essa alegria que ensopa, que encharca, que inunda a cidade. Eu não sei se o time do Flamengo, como time, mereceu o título. Mas a imensa, a patética, a abnegada torcida rubro-negra merece muito mais. Cabe então a pergunta: – quem será o personagem da semana de um abnegado Fla-Flu tão dramático para nós? Um nome me parece obrigatório: – Marcial. E nessa escolha, está dito tudo. Quando o goleiro é a figura mais importante de um time, sabemos que o adversário jogou melhor. Castilho teve muito menos trabalho. Claro que eu não incluo, entre os méritos de Marcial, o “goal” que Escurinho não fez. Tão pouco falo na bomba que o mesmo Escurinho enfiou na trave. Assim mesmo Marcial andou fazendo intervenções decisivas, catando bolas quase perdidas.
Amigos, eu sei que os fatos não confirmaram a profecia. Ao que o profeta só pode responder: – “Pior para os fatos!” É só.






