Canal do Eu sou Flamengo no Whatsapp

Los Angeles FC aposta em transições rápidas, mas defesa vulnerável pode favorecer o Flamengo

Estilo direto, pouca construção e espaços nas laterais são pontos que rubro-negro deve explorar na última rodada

Jogadores do Los Angeles FC comemoram classificação para o Mundial
Jogadores do Los Angeles FC comemoram classificação para o Mundial

Na última e possivelmente decisiva rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes 2025, o Flamengo terá pela frente o Los Angeles FC, adversário que pode oferecer riscos se o Rubro-Negro não souber controlar o jogo. A equipe norte-americana, no entanto, apresenta fragilidades que podem ser exploradas pelos comandados de Filipe Luís.



O analista tático Victor Nicolau, do canal Falso 9, fez um estudo detalhado sobre o time californiano e revelou os padrões de jogo e principais características do adversário que o Flamengo enfrentará no dia 24 de junho, em Orlando. Para ele, o Los Angeles FC é uma equipe que prefere a transição rápida ao jogo posicional, tem sérias limitações defensivas e depende fortemente do desempenho individual de seus atacantes.

Giroud é trunfo no banco e muda a dinâmica ofensiva

Um dos nomes mais conhecidos do elenco é o veterano Olivier Giroud, mas sua participação nos jogos tem sido limitada.

“Giroud é reserva, entra 20 minutos por jogo. Tem um impacto brutal quando entra. Faz bem o pivô, é muito técnico”, comenta Nicolau. O atacante francês costuma ser acionado na parte final das partidas e altera o comportamento do setor ofensivo, especialmente quando está ao lado de Denis Bouanga, o principal destaque da equipe.



Bola longa e jogo direto são marcas registradas

Segundo o analista, o Los Angeles FC praticamente não constrói desde a defesa, apostando sempre em lançamentos longos para tentar ganhar as chamadas “segundas bolas”.

“Não é um time de construções curtas, tem certa dificuldade para construir. É um time que, embora eventualmente tente construir, não tem isso muito natural. Time que tenta jogar longo o tempo inteiro. A gente vê essa bola circulando, mas o olhar sempre é para a profundidade, observando os movimentos”, explica.

A ideia da equipe é simples: acelerar a saída com chutões, disputar bolas pelo alto no campo adversário e acelerar o jogo quando recupera a posse.

“O comum é sair longo. É um time que sente mais confortável jogando mais rápido, indo para segunda bola, recuperar bola na frente para definir jogadas. É saída longa, tentando vencer duelo aéreo ou lutar pela segunda bola. O Igor finaliza de fora. Quando esse time chega na segunda fase de construção, é um jogo rápido. Troca de passes rapidamente, tentando entrar em último terço”, detalha Nicolau.



Bouanga lidera o ataque e se beneficia da presença de Giroud

Com Giroud em campo, o time muda a dinâmica do ataque, criando mais por dentro e dando espaço para Bouanga brilhar.

“Com o Giroud, o time acaba jogando mais por dentro. Ele acaba sendo o meia desse time, ajudando a construir e a pesar a área. Isso beneficia, também, o Bouanga”, observa o analista.

Defesa com muitos buracos pode abrir caminho para o Mengão

Apesar da velocidade na frente, o sistema defensivo do LAFC deixa muito a desejar. Nicolau alerta que os corredores laterais ficam frequentemente expostos, e o Flamengo poderá explorar esses espaços com eficiência.

“O grande segredo desse time é que joga para fechar o meio e entrega intencionalidade nos corredores. O time busca ser compacto e entrega corredor. Muitas vezes, o time vai ser atacado por ali. Os jogadores de defesa e o próprio Igor Jesus ficam em desvantagem, raramente se defendem bem. É um time que tenta pressionar, principalmente com os gatilhos de pressão”, afirma.



A recomposição defensiva é lenta e falha, o que faz com que o adversário encontre liberdade para progredir pelas laterais.

“O médio tem que balançar para defender a bola no corredor. Isso exige um movimento de cobertura grande. O gatilho de pressão acionado, o adversário coloca a bola no lateral-esquerdo. Ele carrega até a linha de fundo, sendo pouco incomodado. É um time que vai ceder muito espaço. O time está sempre atrasado nesse espaço”, completa.

Manter a posse pode ser a chave para o Flamengo

Para Nicolau, o Flamengo precisa entender que o Los Angeles FC joga melhor em contextos de trocação, com transições constantes e jogo vertical. Para tirar o adversário de sua zona de conforto, o Rubro-Negro deverá dominar a posse de bola, cadenciar o jogo e escolher os momentos certos para acelerar.

“É uma equipe com capacidade de jogar longo, direto, não faz questão da bola e tem um cara determinante na frente: Denis Bouanga. É um time que pode complicar o jogo para o Flamengo. Tudo que esse time quer é transição, trocação, ida e volta. É o melhor contexto para o Bouanga. A grande chave dessa partida é ficar com a bola, entender os momentos de acelerar. O Flamengo vai encontrar espaços pelos corredores”, finaliza o analista.



SHARE