A derrota do Flamengo por 1 a 0 para o Santos, na última quarta-feira (16), teve o nome de Neymar como destaque, já que o craque decidiu a partida com gol no fim. No entanto, para o analista Raphael Rabello, do canal Falando de Tática, o revés do Rubro-Negro foi mais consequência de erros próprios e de uma postura conservadora do que méritos exclusivos do adversário.
Segundo Rabello, a equipe comandada por Filipe Luís foi punida por uma atuação apática e pouco inspirada, especialmente nas escolhas dentro de campo e nos equívocos de posicionamento que comprometeram o desempenho coletivo ao longo dos 90 minutos.
Bruno Henrique compromete o time e sobrecarrega lateral
Entre os destaques negativos, Bruno Henrique teve uma atuação que, de acordo com o analista, afetou diretamente o rendimento tático do Flamengo. O camisa 27 esteve apagado ofensivamente e não contribuiu na recomposição defensiva, o que deixou o lateral Varela exposto.
“O BH estava mal. Noite ruim. Perdendo duelos, errando passe. Sem a bola, também não estava abaixando e ajudando. Ele estava muito por dentro. Muito próximo do Plata. Ninguém abaixava para ajudar o Varela, e ele ficou exposto no primeiro tempo. Muitas situações nas costas do Varela”, comentou Rabello.
Tentativas de ajuste não surtiram efeito
Filipe Luís até tentou contornar a situação com alterações, mas nada funcionou como esperado. Segundo Rabello, a entrada de Luiz Araújo no lugar de Bruno Henrique era promissora em termos de amplitude defensiva, mas não surtiu efeito prático.
“Ortiz saiu, Léo Pereira entrou. Luiz Araújo resolveria o problema da amplitude no lado esquerdo. A ideia era boa. Ele seria capaz de defender o que o BH não estava defendendo. Ele corre muito bem para trás. O BH por dentro e o Plata pela direita. Começou até bem. Mas o BH continuou mal no jogo. Arrasca também apagado”, detalhou.
Passes errados favoreceram os contra-ataques do Santos
Outro ponto duramente criticado por Rabello foi a quantidade de erros de passe cometidos pelo time rubro-negro. Segundo ele, o excesso de falhas técnicas deu ao Santos diversas oportunidades para atacar em velocidade e explorar os espaços deixados.
“Flamengo defendeu pior do que estamos acostumados a ver. Menos consistente, cedendo ataques e finalizações. Isso passou pelos erros de passe. Cedia contra-ataques porque errava, e progressões do Santos no talento do Neymar”, analisou.
Além disso, Rabello criticou a falta de intensidade ofensiva do time de Filipe Luís.
“Filipe promove esse jogo cadenciado para achar na tabela, no talento, chegar ao gol. Mas o Flamengo estava pouco agressivo. Errando passes bobos”, completou.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Filipe Luís não encontrou soluções e irritou torcedores
A tentativa de controlar o jogo com posse de bola e pouca agressividade não foi suficiente para superar a defesa santista. O próprio técnico Filipe Luís acabou sendo questionado pelas decisões tomadas ao longo da partida.
“Flamengo não conseguia nem chegar ao ponto de terminar a jogada. O Santos não defendia tão bem assim. Os zagueiros do Flamengo tinham muita liberdade para construir. Os caras do lado até marcavam bem. Flamengo conseguiu vantagens porque o Guilherme não protege tão bem. A ideia de ter profundidade era boa, mas time pouco agressivo, parecia conformado com o empate. BH é substituído fazendo cera, não entendi”, desabafou.
Cebolinha vira alvo de críticas, e Wallace Yan é defendido
Por fim, Rabello demonstrou insatisfação com a opção por Cebolinha no time titular e questionou a ausência de Wallace Yan entre os 11 iniciais.
“Wallace Yan está muito melhor do que o Cebolinha. Não dá para entender essa escolha do Filipe. De La Cruz mal. Você fica errando passe bobo, que geralmente não erra, cede contra-ataque, uma hora, esse contra-ataque vai encaixar. Você está pedindo para tomar gol. Já no final, o Arrasca perde uma bola boba e o Santos faz o gol”, concluiu.













