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Saúl fala sobre bastidores da profissão e ressalta importância do apoio familiar

Espanhol do Flamengo relatou rotina intensa antes da partida contra o Juventude e descreveu como concilia carreira e vida familiar.

Saúl em entrevista coletiva no Ninho do Urubu
Saúl em entrevista coletiva no Ninho do Urubu

No triunfo do Flamengo por 2 a 0 diante do Juventude, Saúl voltou a se destacar com uma assistência. O espanhol recebeu elogios de Filipe Luís na entrevista coletiva, mas, ao ser questionado na zona mista do Alfredo Jaconi, surpreendeu ao discordar sobre viver a melhor fase da carreira. Foi o ponto de partida para um desabafo sobre as dificuldades de ficar distante da família.



“Penso que não, penso que tive momentos muito bons. Mentalmente me encontro muito bem. Minha família me acompanha nessa aventura, sei que para minha esposa não é fácil. Todo tempo que compartilho com meus companheiros tenho como objetivo participar, mas para quem acompanha a gente nunca é fácil”, afirmou.

Dificuldades e orgulho familiar

O meio-campista reconheceu os privilégios proporcionados pela condição financeira, mas ressaltou a ausência constante em momentos importantes.



“Nós deixamos nossas esposas em casa, é difícil, por sorte temos uma situação econômica que nos permite dar muitas coisas a elas. Mas não vivemos intensamente a família como deveríamos. Isso é difícil, mas estou orgulhoso da família que tenho. Me permite aproveitar esse momento esportivo bom (em campo)”, comentou.

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Altos e baixos na carreira

Para Saúl, a vida de jogador é marcada por fases. Ele disse querer curtir o presente antes que venha a inevitável oscilação.

“Tive momentos muito marcantes, agora estou vivendo outro muito bom também. Mas podemos ter fases ruins, faz parte, então tem que desfrutar do momento bom também”, concluiu.



Rotina intensa antes de enfrentar o Juventude

O espanhol também relatou a maratona para conseguir disputar a partida em Caxias do Sul, em meio ao nascimento de seu filho. Ele explicou como dividiu seu tempo entre família e clube.

“Passamos toda a noite no hospital. Às 6h fomos para o quarto, às 8h me mandaram mensagem do clube para que eu tentasse chegar ao treino com os companheiros. Cheguei um pouco tarde, eles já estavam treinando. Fiquei na academia e quando eles voltaram, fui ao campo. Fui para casa, depois encontrei meus outros dois filhos e os levei ao hospital para que conhecessem o Marco. Ficamos lá até 19h30, 20h, e fomos todos para casa. Depois fui dormir porque hoje tinha o jogo”, relatou.



Viagem e sacrifício para estar em campo

A sequência de compromissos exigiu esforço físico e logístico.

“Às 3h acordei, às 5h cheguei ao aeroporto, às 6h peguei um voo para Campinas e depois para Caxias do Sul. Fui diretamente para o hotel, consegui descansar um pouco, cerca de 40 minutos. Foi corrido. O importante é que tudo saiu bem. Sempre há um risco quando não se descansa bem e faz essas loucuras”, concluiu o jogador.

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