A CBF, em conjunto com os clubes das Séries A e B, aprovou nesta segunda-feira um conjunto de alterações para a arbitragem brasileira. O principal propósito das medidas é ampliar o tempo efetivo das partidas e diminuir as constantes interrupções que têm marcado os jogos no país.
As determinações começam a valer já na próxima rodada e foram inspiradas em regras utilizadas durante a Copa do Mundo. Entre as novidades estão limites de tempo para o goleiro permanecer com a bola nas mãos, cobranças de laterais e tiros de meta, além de novas restrições relacionadas às substituições e aos atendimentos médicos.
Tempo de bola rolando preocupa no Brasileirão
A iniciativa acontece diante de um problema identificado pela própria entidade: o baixo tempo efetivo de jogo no Campeonato Brasileiro. Conforme publicado por Rodrigo Mattos e Igor Siqueira, do UOL Esporte, um levantamento da CBF produzido com informações da Opta mostra que, antes da paralisação para a Copa, os confrontos da Série A apresentavam média de apenas 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida.
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O índice brasileiro fica abaixo dos números registrados pelas principais ligas da Europa e também pela MLS.
A Fifa considera 60 minutos de bola rolando como o patamar ideal. No futebol nacional, porém, a cera e o grande número de paralisações contribuem para partidas mais fragmentadas e um espetáculo menos atraente quando comparado às principais competições disputadas no exterior.
Os dados referentes à rodada mais recente do Brasileirão deixam ainda mais evidente a diferença existente entre as partidas.
Flamengo x Vitória registra maior tempo de bola rolando
No confronto entre Flamengo e Vitória, Wilton Pereira Sampaio teve 63 minutos e 47 segundos de bola rolando. Em outros jogos da rodada, os registros foram consideravelmente menores.
Cruzeiro x Mirassol, por exemplo, teve 49 minutos e 28 segundos, enquanto Red Bull Bragantino x Corinthians terminou com 50 minutos e 31 segundos de tempo efetivo.
A diferença entre a partida com maior e a com menor quantidade de bola rolando ficou próxima dos 14 minutos. Os números ajudam a demonstrar tanto a oscilação existente na arbitragem quanto o espaço que ainda existe para melhorar o andamento dos jogos.
CBF pretende recuperar minutos de jogo
As novas determinações aparecem justamente quando a própria CBF admite publicamente que mudanças são necessárias. Caso sejam aplicadas de maneira eficiente, a expectativa é de que seja possível recuperar aproximadamente seis minutos de bola rolando por partida, deixando o Brasileirão mais próximo dos padrões internacionais.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
A questão, a partir de agora, será saber se as orientações terão uma aplicação consistente e se jogadores e clubes colaborarão para diminuir a cultura da cera no futebol brasileiro.
Ranking de tempo de bola rolando na rodada
O levantamento realizado por José Peralta, utilizando estatísticas da Opta Sports, apresenta a seguinte classificação:
1º Flamengo x Vitória — Wilton Pereira Sampaio — 63:52
2º Remo x Atlético — Ramon Abatti Abel — 59:50
3º Palmeiras x Internacional — Davi Lacerda — 58:51
4º Grêmio x Santos — André Luiz Skettino Policarpo Bento — 56:08
5º Santos x Athletico — Rafael Klein — 55:35
6º Botafogo x Fluminense — Bruno Arleu de Araújo — 53:33
7º Coritiba x Chapecoense — João Vitor Gobi — 51:27
8º Bahia x Vasco — Rodrigo José Pereira de Lima — 51:15
9º Red Bull Bragantino x Corinthians — Raphael Claus — 50:31
10º Cruzeiro x Mirassol — Lucas Casagrande — 49:28













