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Flamengo mantém números, mas aproveitamento cai após a Copa do Mundo

Flamengo mantém desempenho com Jardim, mas deixa pontos pelo caminho

Léo Jardim com comissão técnica em treino pelo Flamengo
Léo Jardim com comissão técnica em treino pelo Flamengo

O Flamengo apresentou uma queda no aproveitamento depois da pausa para a Copa do Mundo, porém os principais números de desempenho continuam bastante semelhantes aos registrados antes da interrupção. Nos cinco jogos disputados no pós-Copa, a equipe comandada por Leonardo Jardim alcançou 60% de aproveitamento, enquanto havia registrado 71,2% nos 22 compromissos anteriores sob o comando do treinador português.



Apesar da redução no percentual de pontos conquistados, os indicadores relacionados à produção ofensiva e ao sistema defensivo sofreram poucas mudanças. A média de gols, a criação de grandes oportunidades e os números na defesa permanecem próximos dos apresentados antes da pausa.

Empates explicam queda no aproveitamento

A maior diferença entre os dois períodos aparece justamente nos resultados obtidos em campo. O Flamengo continua invicto desde a retomada após a Copa do Mundo, mas acumulou três empates, contra São Paulo, Internacional e Cruzeiro.



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Como foram apenas cinco partidas analisadas no período posterior à pausa, os pontos desperdiçados nesses empates possuem impacto considerável sobre o percentual de aproveitamento.

Produção ofensiva permanece estável

A capacidade do Flamengo de balançar as redes praticamente não mudou. Nos cinco jogos disputados depois da Copa, o time de Leonardo Jardim manteve a média de 1,8 gol por partida, exatamente o mesmo índice registrado desde o início do trabalho do técnico nos dois recortes analisados.

A criação de grandes chances também apresentou uma variação mínima. Antes da Copa do Mundo, o Rubro-Negro produzia 2,9 oportunidades claras por jogo. Após a retomada, o número passou para 2,8 por partida.



Nas finalizações, houve uma pequena evolução na eficiência. Antes da interrupção, o Flamengo necessitava de 9,0 chutes, em média, para marcar um gol. Depois da Copa, esse número caiu para 8,7 finalizações por gol.

A conversão das grandes chances igualmente melhorou, passando de 37% para 40% no período pós-Copa.

Flamengo passou a ter mais posse de bola

A principal mudança entre os dois períodos aparece no controle da partida. A posse de bola média do Flamengo subiu de 56% antes da Copa para 61,2% após a retomada.

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O dado mostra que a equipe passou a controlar uma parcela maior do território e permanecer mais tempo com a bola, embora esse domínio não tenha resultado em aumento na quantidade média de gols marcados.

Defesa apresenta números ainda melhores

No setor defensivo, o Flamengo também preservou o padrão apresentado anteriormente e chegou a melhorar alguns indicadores. Antes da pausa, o time sofria 0,8 gol por partida. Depois da Copa, a média caiu para 0,6.

Os adversários também passaram a precisar de mais finalizações para marcar. No período anterior ao Mundial, eram necessárias 15 tentativas para que os rivais fizessem um gol. Após a pausa, a média aumentou para 17 finalizações por gol.

A quantidade de grandes chances concedidas igualmente teve pouca alteração: caiu de 1,2 para 1,1 por partida.

Outro ponto importante é que o Flamengo ainda não sofreu uma derrota desde o retorno dos jogos. Dessa forma, a redução do aproveitamento não está ligada a uma sequência negativa de derrotas, mas principalmente aos três empates acumulados.

Desempenho e resultados não caminham juntos

A análise dos números mostra que existe uma diferença entre aquilo que o Flamengo apresenta dentro de campo e a quantidade de pontos que consegue conquistar. A equipe manteve a média de gols, continua criando praticamente o mesmo volume de grandes chances, melhorou a eficiência nas finalizações, aumentou a posse de bola e ainda passou a sofrer menos gols.

Mesmo assim, o aproveitamento caiu de 71,2% para 60%. Além disso, como o recorte posterior à Copa possui apenas cinco partidas, cada resultado tem uma influência maior sobre o percentual final.

Dessa maneira, os números não indicam uma transformação significativa na maneira como o time de Leonardo Jardim funciona. O principal desafio do Flamengo no período pós-Copa tem sido converter o desempenho apresentado em campo em vitórias.

Tanto a estrutura ofensiva quanto a defensiva permanecem próximas do padrão anterior à pausa, enquanto os empates diante de São Paulo, Internacional e Cruzeiro são os principais responsáveis pela diferença no aproveitamento.

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