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Ídolo do Flamengo, Petkovic questiona nova regra para jogadores estrangeiros

Petkovic critica redução de estrangeiros e cobra mudanças na formação brasileira

Petkovic comentarista do Sportv
Petkovic comentarista do Sportv

A decisão da CBF de diminuir progressivamente o número permitido de estrangeiros nas competições do futebol brasileiro continua provocando debates. Entre os que se manifestaram sobre a alteração está Dejan Petkovic, ídolo do Flamengo e jogador estrangeiro que mais vezes entrou em campo na história do Campeonato Brasileiro.



— Não importa de onde você é, o importante é o que você apresenta. O que você joga não tem problema. Por que os times da Inglaterra ou das principais prateleiras pegam jogadores mais jovens daqui craques? Para que ele daqui três anos ele se forme e não é mais estrangeiro. Por isso eles vão com 17, 18 anos. Casos do Estevão, do Rodrygo, do Endrick —, disse Petkovic, em entrevista ao Estadão.



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Atualmente, os clubes brasileiros podem relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida nas competições organizadas pela CBF. Essa quantidade, porém, será reduzida de maneira gradual até alcançar o limite de cinco estrangeiros em 2030. A mudança foi adotada pela entidade com a intenção de aumentar as oportunidades para atletas formados no futebol brasileiro.

Na visão de Petkovic, entretanto, a questão deveria envolver principalmente a formação dos jogadores. O ex-meia utilizou o trabalho realizado na Espanha como referência e argumentou que o rendimento apresentado dentro de campo deveria ter maior peso na definição das oportunidades.



Petkovic questiona modelo de formação no Brasil

Para o ex-jogador, simplesmente diminuir a quantidade de estrangeiros nos clubes não necessariamente solucionará as dificuldades existentes na formação de novos atletas no Brasil. Petkovic defende que as equipes aprimorem o processo de desenvolvimento dos jogadores mais jovens.

O ídolo do Flamengo também fez críticas à importância excessiva que, segundo ele, é atribuída aos resultados nas categorias de base. Na avaliação do sérvio, essa prioridade pode levar os clubes a escolherem atletas principalmente pela força física, deixando em segundo plano o desenvolvimento de diferentes capacidades técnicas.

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Como contraponto, Petkovic mencionou a Espanha, país onde conceitos relacionados à formação são trabalhados desde as categorias mais jovens. O ex-jogador também citou Lionel Messi, argentino que realizou uma parte relevante de sua formação no futebol espanhol.

Petkovic também cita o Mercosul

A situação dos jogadores de outros países sul-americanos também foi abordada por Petkovic. O ídolo rubro-negro questionou o fato de atletas de nações integrantes do Mercosul serem enquadrados da mesma maneira que outros jogadores estrangeiros.

“Se o Brasil faz parte do grupo Mercosul, então por que um argentino ou uruguaio seria estrangeiro?”.

Além dessa questão, o ex-jogador lembrou que atletas estrangeiros que permanecem por vários anos vivendo e trabalhando no Brasil podem optar pelo processo de naturalização.

Petkovic ainda defendeu que as regras do futebol brasileiro sejam constantemente discutidas e avaliadas. Para o ex-camisa 10, o país precisa levar em consideração as particularidades de seu próprio futebol antes de adotar modelos semelhantes aos utilizados em outras nações.

Petkovic no Flamengo

Um dos grandes ídolos da história do Flamengo, Petkovic construiu boa parte de sua trajetória profissional no futebol brasileiro. O sérvio desembarcou no país em 1997 e, ao longo da carreira, também vestiu as camisas de Vitória, Vasco, Fluminense, Santos e Atlético-MG, além do Rubro-Negro.

Com o Flamengo, o ex-meia conquistou dois Campeonatos Cariocas, a Copa dos Campeões e o Campeonato Brasileiro de 2009.

Na campanha que terminou com o título brasileiro de 2009, Petkovic teve participação de destaque e encerrou aquela temporada entre os principais jogadores em atividade no futebol do país.

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