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Mercado de apostas pede liminar ao STF para suspender MP do governo

Entidades das bets acionam STF contra proibição das apostas no Brasil

Bets recorrem ao STF contra medida que proíbe apostas online no Brasil
Bets recorrem ao STF contra medida que proíbe apostas online no Brasil

As principais entidades que representam o setor de apostas esportivas no Brasil recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (28) para tentar suspender os efeitos da Medida Provisória que determinou a interrupção das atividades das bets e dos jogos online no país. O pedido foi apresentado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) ao ministro Luiz Fux.



As associações sustentam que não haveria uma justificativa de urgência suficiente para que a mudança fosse implementada por meio de uma MP. Também questionam a alteração de posição do governo, que participou da construção do marco regulatório das apostas em 2023 e, naquele momento, apontou benefícios econômicos e sociais relacionados à regulamentação.

Entidades contestam segurança jurídica da medida

No documento encaminhado ao ministro Luiz Fux, que é relator de ações relacionadas ao tema no STF, ANJL e IBJR argumentam que uma interrupção repentina do mercado compromete a segurança jurídica.



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As empresas autorizadas afirmam que realizaram investimentos de dezenas de milhões de reais para operar de maneira legal no Brasil. Entre os valores desembolsados está o pagamento de R$ 30 milhões pela licença de operação, além de recursos destinados à estrutura das empresas, reservas financeiras, governança e mecanismos de conformidade. O IBJR também afirma que as autorizações tinham validade de cinco anos.

Outro ponto levantado pelas entidades é a falta de uma estimativa detalhada sobre os possíveis efeitos da proibição na arrecadação de impostos, nos valores destinados a setores como esporte, turismo e seguridade social e também nos empregos formais ligados à atividade.



Entidades alertam para possível migração para sites clandestinos

ANJL e IBJR também argumentam que o encerramento das plataformas regulamentadas pode fazer com que apostadores procurem sites clandestinos, que não estão submetidos às mesmas exigências de fiscalização e proteção existentes no mercado autorizado. O IBJR já havia apontado que a migração para operadores ilegais poderia retirar dos consumidores mecanismos de proteção previstos no ambiente regulamentado.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

O pedido apresentado ao STF não suspende automaticamente a medida provisória. O objetivo das entidades é conseguir uma decisão que interrompa os efeitos da MP enquanto o Congresso Nacional analisa o texto ou até que o Supremo julgue as ações relacionadas à questão.

Medida também gera preocupação no Flamengo

A situação das apostas possui impacto direto no Flamengo, que mantém uma relação comercial com a Betano, atual patrocinadora máster do futebol rubro-negro.

Uma eventual interrupção do mercado regulamentado pode atingir contratos de patrocínio e receitas dos clubes brasileiros, incluindo as relações comerciais estabelecidas pelo Flamengo com empresas do segmento.

O tema, portanto, acompanha de perto o futebol brasileiro, já que as mudanças no mercado de apostas podem repercutir nas receitas e nos acordos comerciais mantidos pelos clubes com as plataformas autorizadas.

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