
O Flamengo e outros clubes do Campeonato Brasileiro decidiram utilizar a próxima rodada da competição para realizar um protesto contra a medida provisória que impede a atuação das bets. Como forma de manifestação, algumas equipes vão ocupar o espaço destinado ao patrocinador master com a frase “proibir não é proteger”.
No Flamengo, a área utilizada pela mensagem pertence atualmente à Betano. A empresa de apostas possui contrato com o Rubro-Negro até dezembro de 2028. Pelo acordo, o clube carioca recebe aproximadamente R$ 268,5 milhões por temporada. Desde que a medida foi determinada pelo Governo Federal, o Flamengo já se manifestou publicamente contra a decisão em diferentes oportunidades.
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Frase de protesto ganha espaço nas camisas
A mensagem “proibir não é proteger” já vinha sendo utilizada em outros ambientes ligados ao futebol. Na última sexta-feira (02), por exemplo, os painéis publicitários do Morumbi exibiram a frase durante a partida entre São Paulo e Santos, vencida pelo time santista por 2 a 1.
Agora, porém, a manifestação deverá ganhar ainda mais visibilidade, já que os clubes passarão a colocar a mensagem diretamente nas camisas. A informação foi publicada pela página ‘Lucas Jornal’.
No caso do Flamengo, o protesto será apresentado a partir das 19h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (08), quando o time enfrenta o Santos, na Vila Belmiro. Existe também a expectativa de que a equipe paulista adote a mesma iniciativa, uma vez que o Santos também possui patrocínio de uma casa de apostas.
Flamengo demonstra preocupação com futuro do futebol brasileiro
Depois que o Governo Federal decidiu pelo fim das bets, o Flamengo divulgou uma nota intitulada “O fim do futebol brasileiro”. No documento, o clube destacou, entre outros pontos, a preocupação com os compromissos financeiros que terá pela frente e avaliou que o futebol brasileiro poderá perder força diante da redução dos investimentos.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, também falou sobre o assunto em entrevista à FlamengoTV. Na ocasião, Bap afirmou que o futebol argentino estaria comemorando a decisão tomada no Brasil, já que os clubes dos países vizinhos passariam a ter uma vantagem financeira maior em relação às equipes brasileiras.
— Como eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Eu assumi um compromisso importante para o Flamengo. Tudo que o Flamengo faz é dentro da lei. Mas essa medida compromete as receitas no futuro. Afeta a folha do futebol, as contratações que nós fizemos. Afeta os esportes olímpicos, renúncia fiscal —, disse Bap, em recente entrevista.
— Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que têm todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória —, acrescentou, portanto, o mandatário.












