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Pedrinho reage a veto do Maracanã e avisa que Vasco vai incomodar ainda mais

Vasco x Maracanã: Pedrinho promete batalha para exercer direitos previstos em contrato

O ex-jogador e ídolo Pedrinho, e atual presidente do Vasco da Gama.
O ex-jogador e ídolo Pedrinho, e atual presidente do Vasco da Gama.

O presidente do Vasco, Pedrinho, voltou a se manifestar sobre a disputa envolvendo o Maracanã e afirmou que pretende continuar pressionando o Consórcio responsável pelo estádio, atualmente administrado por Flamengo e Fluminense. O dirigente também criticou os obstáculos encontrados pelo clube cruzmaltino para atuar no local e garantiu que seguirá cobrando os direitos do Vasco.



As declarações foram dadas após uma reunião do conselho vascaíno que aprovou a venda da SAF do clube.

“O critério técnico do Maracanã é muito simples. Eu quero jogar em São Januário, aí o Bepe não me garante a segurança. Sempre agradeci muito ao Bepe e continuo agradecendo, mas como eu já falei em outras entrevistas, me assusta muito a gente não conseguir jogar um clássico se a gente joga todos os jogos em São Januário”.



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Pedrinho também argumentou que o Vasco acaba prejudicado no Campeonato Brasileiro por não conseguir exercer integralmente o mando de campo em determinadas partidas.

“O Vasco leva uma desvantagem no Campeonato Brasileiro como mandante em duas partidas, não joga como mandante dois partidas. Mesmo sendo mandante no Maracanã quando é exercido esse direito”, disse o mandatário do Vasco.

A ESPN tem acompanhado nos últimos dias a disputa judicial do Vasco para conseguir utilizar o Maracanã.



Justiça mantém veto ao Maracanã para Vasco x Boca Juniors

Na noite desta terça-feira (6), o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, integrante da 23ª Câmara de Direito Privado do Rio de Janeiro, publicou decisão rejeitando o agravo de instrumento apresentado pelo Vasco para tentar liberar o Maracanã para o confronto contra o Boca Juniors.

A partida está marcada para o dia 20 e será válida pela semifinal da CONMEBOL Sul-Americana.

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O tribunal também negou o pedido de efeito suspensivo e, dessa maneira, manteve a decisão tomada pela 2ª Vara Cível do Rio, que havia recusado uma tutela de urgência na segunda-feira (5).

Como a decisão foi concedida em caráter liminar, entretanto, o Vasco ainda possui possibilidade de tentar modificar o cenário e conseguir utilizar o estádio no confronto pela Sul-Americana.

Pedrinho afirma que Vasco possui direito contratual

O presidente vascaíno voltou a destacar que a busca pelo Maracanã não representa, segundo ele, um simples pedido do clube, mas uma tentativa de exercer direitos previstos em contrato.

“Eu sou proibido de jogar em São Januário, aí eu solicito o Maracanã. E é bom deixar claro que eu não estou pedindo”.

Na sequência, Pedrinho lembrou que o acordo prevê quatro partidas para o Vasco em 2025 e citou a ocasião em que o clube utilizou o estádio contra o Corinthians.

“Eu tenho um contrato que me dá direito a quatro jogos em 2025, quatro jogos em 2025. No ano passado, eu usei uma vez. Sabe quando foi? O último jogo de todos os campeonatos que existiam no Brasil, por isso que não tinha desculpa do gramado. Joguei a final da Copa do Brasil contra o Corinthians”, seguiu o presidente.

Pedrinho promete continuar cobrando o Maracanã

O dirigente também deixou claro que pretende ampliar a pressão sobre os responsáveis pela administração do estádio e afirmou que não aceitará o que considera injustiças contra o Vasco.

“Com uma reestruturação institucional, (o Vasco) ainda vai incomodar muito mais pessoas. Agora, eu só não quero que façam covardia com o Vasco, porque se fizer eu vou lutar até o fim. Se tirar o Vasco (São Januário), eu vou para o Maracanã; se tirar o Maracanã, eu volto para o Vasco. Se tirar o Vasco de novo, eu vou lutar pelo Maracanã até eu poder exercer o meu direito que está em contrato”, finalizou.

Veja a declaração completa de Pedrinho sobre o Maracanã

Com relação a essa questão de Maracanã, Boca e Vasco, Vasco e Boca, me entristece muito porque as pessoas confundem muito as coisas. É muito bom quando a gente tem canais dos seus clubes, obviamente (as pessoas) defendem seus clubes, é justo. Agora, quando as pessoas são de canais dos seus clubes, vão para a TV aberta e defendem seus clubes sem qualquer critério técnico, aí já não vale mais a pena a gente ouvir.

O critério técnico do Maracanã é muito simples. Eu quero jogar em São Januário, aí o Bepe não me garante a segurança. Sempre agradeci muito ao Bepe e continuo agradecendo, mas como eu já falei em outras entrevistas, me assusta muito a gente não conseguir jogar um clássico se a gente joga todos os jogos em São Januário. O Vasco leva uma desvantagem no Campeonato Brasileiro como mandante em duas partidas, não joga como mandante dois partidas. Mesmo sendo mandante no Maracanã quando é exercido esse direito.

Eu sou proibido de jogar em São Januário, aí eu solicito o Maracanã. E é bom deixar claro que eu não estou pedindo. Eu tenho um contrato que me dá direito a quatro jogos em 2025, quatro jogos em 2025. No ano passado, eu usei uma vez. Sabe quando foi? O último jogo de todos os campeonatos que existiam no Brasil, por isso que não tinha desculpa do gramado. Joguei a final da Copa do Brasil contra o Corinthians.

Em 2026, eu pedi três jogos com antecedência. Vitória, Santa Fe e o Boca agora, e recebo a negativa. O que que eles estão fazendo? Me sufocando, me empurrando, para eu jogar onde eles querem que eu jogue? Eles vão vetando os lugares e vão me tirando a possibilidade de eu exercer o meu direito? Fica já, com muita humildade, um aviso para todas as pessoas. Se o Vasco passou um período sem representatividade e isso está incomodando, vai incomodar muito mais, inclusive com relação ao consórcio do Maracanã, com a licitação. Eu vou rever isso. Pode ter certeza absoluta. Por que eu tenho casa, eu não tenho direito de rever? Vou rever, sim, senhor. Se isso está incomodando, se o Vasco voltar ao seu trilho…Não estou falando sobre título, mas sobre reestruturação institucional. Como eu já falei, eu não prometo título, não prometo vitória, eu prometo trabalho.

Com uma reestruturação institucional, (o Vasco) ainda vai incomodar muito mais pessoas. Agora, eu só não quero que façam covardia com o Vasco, porque se fizer eu vou lutar até o fim. Se tirar o Vasco (São Januário), eu vou para o Maracanã; se tirar o Maracanã, eu volto para o Vasco. Se tirar o Vasco de novo, eu vou lutar pelo Maracanã até eu poder exercer o meu direito que está em contrato.

Esse contrato aconteceu quando eu eu ia ser mandante contra o Flamengo, no Maracanã, só que eu exercia direitos de visitante. Se eu sou visitante jogando como mandante, eu vou jogar em outro estádio, fui para o Nilton Santos, onde eles proíbem Norte e Sul. Eu faço uma ligação e falo “estão proibindo Norte e Sul, o jogo mais violento do Rio de Janeiro hoje não é Vasco x Flamengo”, pelo menos na época. Existem clássicos mais violentos em que Norte e Sul são abertas.

A ligação volta e fala que o presidente do Flamengo queria fazer um acordo. O acordo foi feito. Foi onde eu fiz os pedidos dos mandos de campo, de exercer o direito de mandante quando for mandante, customizar o vestiário, deixar preto e branco, o número de camarotes, estacionamentos, ingressos, tudo isso.

Isso e os quatro jogos que eu falei. Foi aceito. Mas foi aceito só para eu fazer esse jogo no Maracanã (contra o Corinthians)? Eu estou me sentindo usado. Fiz esse jogo no Maracanã e nunca mais usei de todos os outros os direitos que eu tenho no contrato. Eu vou continuar lutando. Se isso vai incomodar, pode se preparar, porque eu vou lutar com o Vasco todas as vezes que, na minha opinião, o Vasco for injustiçado dentro de um contrato.

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