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Flamengo e Fluminense acusam Vasco de enganar a Justiça e cobram pagamento por prejuízos no Maracanã

Concessionária do Maracanã faz acusações contra o Vasco e cobra reparação por vandalismo

Pedrinho, presidente do Vasco
Pedrinho, presidente do Vasco

Flamengo e Fluminense acusaram o Vasco de apresentar informações falsas à Justiça do Rio de Janeiro para conseguir autorização para enfrentar o Boca Juniors (ARG) no Maracanã. A denúncia foi formalizada em uma petição da , concessionária responsável pela administração do estádio, que reúne os dois clubes. Além da acusação, a empresa afirma que o time de São Januário ainda não quitou os prejuízos provocados durante a partida, avaliados em mais de R$ 300 mil.



A ESPN divulgou o conteúdo do documento na quarta-feira (4). Conforme as informações da emissora, a concessionária protocolou a manifestação no processo na noite de terça-feira (3), depois das 22h. A ação judicial é a mesma em que o Vasco conseguiu autorização para utilizar o Maracanã na semifinal da Copa Sul-Americana, disputada em 20 de outubro.

A principal justificativa apresentada pela concessionária está relacionada ao clássico entre Vasco e Flamengo, válido pelo Campeonato Brasileiro, realizado em 29 de outubro. Mesmo sendo o mandante do confronto, o clube cruzmaltino decidiu transferir o jogo para o Estádio Nilton Santos.



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Para a administração do Maracanã, essa decisão contradiz diretamente a argumentação utilizada pelo Vasco no processo judicial para conseguir disputar contra a equipe argentina no estádio.

Em um dos trechos da petição, a empresa fez uma crítica contundente à postura adotada pelo rival.

Na sequência, o documento utiliza a escolha do Nilton Santos para questionar os argumentos apresentados pelo Vasco durante a disputa judicial:

A concessionária também considerou inaceitável que o clube continuasse insistindo na utilização do estádio. Conforme relatado na petição, o Vasco manteve sua solicitação mesmo após receber sete decisões judiciais desfavoráveis.



O primeiro resultado favorável ao clube de São Januário aconteceu em 9 de outubro, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a solicitação da empresa. Já o Órgão Especial do TJRJ decidiu, por unanimidade, manter a realização de Vasco x Boca Juniors no Maracanã.

Outro assunto destacado pela Fla-Flu Serviços na manifestação judicial envolve os estragos identificados depois da semifinal da Sul-Americana. A concessionária contabilizou durante a partida. Segundo a empresa, trata-se de um recorde, com um número dez vezes maior do que o volume de danos registrado anteriormente.

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O documento também relaciona problemas em outras estruturas e equipamentos do estádio, além dos assentos destruídos:

As informações apresentadas na petição correspondem ao levantamento divulgado pela concessionária em 22 de outubro. Naquela oportunidade, uma inspeção identificou que 47 das cadeiras danificadas estavam situadas no setor destinado aos visitantes.

A vistoria também registrou avarias em vasos sanitários, bebedouros, torneiras e corrimãos espalhados pelo estádio.

Diante dos prejuízos, a empresa solicitou que a Justiça determine ao Vasco o pagamento de uma indenização, além das custas processuais e dos honorários advocatícios. A concessionária ressalta que, até a apresentação do documento, .

Apesar das cobranças, a ESPN apurou que o Vasco pretende assumir os custos referentes às cadeiras danificadas. Nos bastidores, o clube já informou à concessionária que realizará o pagamento dos prejuízos, cujo valor foi calculado em pouco mais de R$ 300 mil.

A emissora também levantou dúvidas sobre parte das informações apresentadas pela administradora do estádio. De acordo com a apuração, não existem registros anteriores que sustentem a comparação de que os danos foram dez vezes maiores do que os contabilizados em outras ocasiões.

Além disso, pessoas que trabalham na operação do Maracanã relataram que os problemas nos banheiros e a presença de adesivos já eram anteriores à realização do confronto. A reportagem também identificou adesivos relacionados ao Flamengo nas dependências do estádio, mostrando que os materiais encontrados não estavam associados exclusivamente à torcida vascaína.

O Flamengo também acabou sendo afetado pelas consequências do confronto entre Vasco e Boca Juniors. Dois dias depois da partida pela Sul-Americana, o Maracanã recebeu o duelo entre Flamengo e Estudiantes (ARG), válido pela semifinal da Libertadores.

Segundo a concessionária, o pouco tempo disponível entre os dois compromissos impossibilitou a finalização de todos os reparos antes da abertura dos portões para a torcida rubro-negra. Naquele momento, o próprio Flamengo divulgou uma nota oficial a respeito dos atos de depredação registrados no estádio.

Posteriormente, o Vasco decidiu transferir o clássico contra o Flamengo, pelo Brasileirão, para o Estádio Nilton Santos, deixando o Maracanã de fora da programação. Mesmo atuando no gramado sintético do rival, o Mais Querido conseguiu uma vitória expressiva e .

Depois desse episódio, a concessionária ofereceu novamente o Maracanã ao clube cruzmaltino, dessa vez para receber a semifinal da Copa do Brasil. Entretanto, o presidente Pedrinho não gostou da proposta, criticou a iniciativa e afirmou ter desconfiança sobre as intenções do consórcio.

Diante da situação, o Vasco optou por recusar a utilização do estádio. Assim, a equipe enfrentará o Palmeiras neste domingo (8), às 17h (horário de Brasília), em São Januário.

O calendário do Brasileirão terá uma interrupção em função da Data FIFA. Por esse motivo, o Flamengo só retornará aos gramados na quarta-feira, 18 de novembro, quando terá pela frente o Athletico-PR.

O confronto está marcado para as 20h30 (horário de Brasília), no Maracanã, e será válido pela . Para o compromisso, o Rubro-Negro chegará defendendo a liderança da competição.

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