O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, confirmou sua participação na segunda edição do CBC & Clubes Expo, onde discutirá os efeitos expressivos da reforma tributária. A presença acontece em meio a um cenário preocupante, já que levantamentos internos do clube indicam um possível prejuízo de R$ 746 milhões em impostos ao longo dos próximos oito anos.
O encontro será realizado no estado de São Paulo, na região de Campinas, entre os dias 22 e 25 de abril. Bap será um dos destaques do painel “Reforma Tributária: Impacto para os clubes sociais esportivos”, no qual apresentará como a nova política fiscal pode comprometer a estabilidade financeira das entidades esportivas.
Debate com nomes importantes do esporte
Na discussão, o dirigente rubro-negro estará ao lado de Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil, e de Arialdo Boscolo, Secretário Geral do Conselho Consultivo do CBC. O tema é considerado crucial para o Flamengo, que já prevê a necessidade de cortes orçamentários significativos a partir de 2026, caso os vetos federais não sejam revistos.
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O evento também reunirá diversas figuras relevantes do cenário esportivo nacional. Entre os confirmados estão o bicampeão olímpico da vela Robert Scheidt, o medalhista Caio Bonfim e a campeã olímpica Maurren Maggi.
A edição deste ano do CBC & Clubes Expo já conta com mais de 90 clubes confirmados de várias regiões do Brasil. Em 2025, o encontro teve a presença de ícones ligados ao Flamengo, como Zico, além de Maestro Júnior e Ricardo Rocha, que participaram de debates institucionais.
Flamengo intensifica reação à reforma tributária
O clube carioca lidera um movimento nacional contrário às alterações recentes propostas pelo Governo Federal na reforma tributária. De acordo com estudos técnicos encomendados pelo Flamengo, o impacto pode chegar a R$ 746 milhões adicionais em impostos no período de oito anos.
A maior preocupação da diretoria é o possível fim de benefícios fiscais históricos concedidos a clubes associativos. Com isso, a carga tributária poderia subir para cerca de 11%, enquanto as SAFs manteriam uma taxa de aproximadamente 5%.
Esse cenário cria uma diferença significativa e coloca o modelo atual de gestão em risco. As projeções indicam que o prejuízo anual começaria em torno de R$ 19 milhões em 2026, podendo alcançar até R$ 214 milhões por ano até 2033.
Impactos diretos no futebol e nos esportes olímpicos
Como futebol e esportes olímpicos compartilham o mesmo CNPJ, o aumento da carga tributária sobre a receita bruta exigiria uma redistribuição de recursos internos. Na prática, o clube teria que deslocar verbas do futebol para arcar com os novos custos fiscais.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Atualmente, os esportes olímpicos do Flamengo já operam com um déficit anual próximo de R$ 50 milhões, valor que é totalmente coberto pelas receitas geradas pelo futebol profissional.
Diante desse cenário, Bap já deixou claro que, caso não haja revisão dos vetos em Brasília, o Flamengo será obrigado a realizar cortes severos no orçamento. A estratégia do clube é pressionar o Congresso Nacional para garantir igualdade na tributação entre associações e SAFs o mais rápido possível.













