O principal espaço da camisa do Flamengo passou a ser alvo de dúvidas após a decisão do Governo Federal de proibir a atuação e a publicidade das casas de apostas no Brasil. O Rubro-Negro tinha a Betano como patrocinadora máster e passou a enfrentar um cenário de indefinição com a mudança nas regras.
Como os valores previstos no contrato já foram recebidos até o fim do ano, o Flamengo não poderia simplesmente colocar uma nova empresa no mesmo espaço sem considerar as implicações contratuais. A troca poderia ser interpretada como quebra do acordo vigente.
Por isso, o clube não trabalha, neste momento, com a negociação de uma nova marca para ocupar o espaço principal do uniforme em 2026 e acompanha juridicamente os próximos passos relacionados à medida do Governo Federal. A MP assinada em 25 de setembro proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país.
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O que o Flamengo disse sobre a situação?
No domingo (27), surgiu a informação de que a Fatal Models teria apresentado uma proposta para assumir o patrocínio do Flamengo. Diante da repercussão, o clube publicou uma nota em seu site oficial para negar a existência de qualquer negociação nesse sentido e explicar a situação envolvendo possíveis mudanças na camisa.
“O Clube de Regatas do Flamengo recebeu com surpresa as informações veiculadas por algumas plataformas de comunicação sobre uma suposta negociação com um novo patrocinador. O Clube esclarece que a informação é inverídica e que não existe, neste momento, qualquer negociação nos termos divulgados.
O Flamengo adverte ainda que seu Departamento Jurídico já está adotando as medidas cabíveis em relação à divulgação dessas informações falsas, bem como à publicação de imagens da camisa do Clube com marca que não integra o quadro oficial de parceiros.
O Clube reitera seu compromisso com a transparência, com a preservação de sua imagem institucional e com o respeito às relações estabelecidas com seus parceiros. Eventuais anúncios e comunicados oficiais são realizados exclusivamente por meio dos canais institucionais do Flamengo”.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
A manifestação deixa claro que o Flamengo não reconhece a existência de negociação com a Fatal Models nos termos divulgados e que o departamento jurídico do clube já trabalha para tomar as medidas consideradas cabíveis diante das informações e imagens publicadas.
O que aconteceu com o contrato da Betano?
O Governo Federal decidiu proibir a operação e a publicidade das chamadas bets no Brasil por meio de Medida Provisória assinada em 25 de setembro. A medida também determina um cronograma para a retirada das plataformas e estabelece regras para o encerramento das atividades.
O Flamengo possui contrato com a Betano até dezembro de 2028. Diante da mudança regulatória, o clube acompanha os efeitos jurídicos da medida sobre a parceria.
Antes da assinatura da MP, empresas do setor já haviam sinalizado aos clubes a possibilidade de rompimento dos contratos caso o governo proibisse as apostas. A Betano, patrocinadora do Flamengo, estava entre as empresas que aguardavam a definição oficial para determinar os próximos passos.
Qual foi a explicação do Governo Federal?
Na nota divulgada sobre a medida, o Governo Federal explicou as regras para o encerramento das atividades das plataformas de apostas e estabeleceu prazos para os usuários retirarem os valores disponíveis.
“A partir da publicação da Medida Provisória no Diário Oficial da União (DOU), fica vedado qualquer novo aporte de recursos em contas de apostas. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para acessar sites e aplicativos e resgatar o saldo remanescente. A partir da zero hora de 6 de outubro, os sites e aplicativos de apostas serão bloqueados no País, em articulação com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e as lojas de aplicativos”, explicou o Governo, em nota.
Além da proibição da operação, a medida também afeta diretamente a publicidade e os patrocínios das empresas de apostas. Segundo o Governo Federal, novas contratações de publicidade, patrocínio ou promoção comercial do setor ficam proibidas imediatamente, enquanto peças que já haviam sido contratadas podem continuar sendo veiculadas até 5 de outubro.













