A campanha do presidente Lula (PT) começou a reavaliar os efeitos políticos da Medida Provisória que determina o encerramento das bets no Brasil. Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, integrantes do grupo político do presidente se reuniram nesta segunda-feira (5) para discutir as consequências da medida e chegaram a considerar que a decisão pode ter representado um “tiro no pé”.
A Medida Provisória foi anunciada por Lula em 25 de setembro, poucos dias antes da realização do primeiro turno das eleições. O texto prevê o encerramento das operações das plataformas de apostas online no Brasil a partir de 6 de outubro, além de estabelecer normas para a conclusão das atividades. Entidades ligadas ao setor já acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a decisão.
LEIA TAMBÉM:
Campanha de Lula monitora reação à medida
Dentro da campanha, uma das principais preocupações está relacionada ao impacto político provocado pela decisão. Integrantes do PT ainda procuram dimensionar os efeitos da iniciativa, mas identificaram a influência de influenciadores e das redes sociais na reação contra a medida.
A avaliação acontece após um primeiro turno no qual Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), aumentando a atenção da campanha sobre possíveis fatores capazes de influenciar o cenário eleitoral.
Proibição das bets também recebe críticas
A decisão de encerrar as plataformas de apostas legalizadas também passou a ser questionada fora do ambiente político. Análises divulgadas antes das eleições apontaram que a retirada das empresas autorizadas poderia acabar fortalecendo o mercado clandestino, justamente porque deixaria de existir parte do setor submetida à fiscalização e às normas determinadas pelo governo.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
A preocupação está relacionada ao risco de que usuários e operações migrem para plataformas ilegais, que não estão sujeitas ao mesmo controle exercido sobre as empresas autorizadas.
MP das bets de Lula afeta diretamente o Flamengo
A medida também possui consequências para os clubes de futebol, que mantêm contratos de patrocínio milionários com empresas do segmento de apostas.
O Flamengo está entre as instituições que contestam os efeitos da MP no STF. O Rubro-Negro possui um contrato de grande valor com a Betano e também apresentou um pedido de liminar com o objetivo de suspender a aplicação da medida.













