O Flamengo apresentou ao Ministério Público do Rio de Janeiro documentos e argumentos relacionados ao inquérito que apura a operação de ingressos no Maracanã. Na manifestação, o clube defende que não excedeu a capacidade total estabelecida no laudo de segurança nos jogos que estão sendo analisados.
De acordo com a resposta encaminhada ao MP, nenhuma das partidas que integram a investigação registrou mais de 73 mil pagantes. Esse é o número apontado no documento elaborado pela Polícia Militar para o estádio. Com isso, o Flamengo procura afastar a hipótese de ter permitido um público total superior ao limite autorizado.
Investigação também avalia a ocupação dos setores
Apesar da argumentação apresentada pelo Flamengo, o inquérito não considera apenas a quantidade total de torcedores presentes no estádio. A apuração também verifica como o público foi distribuído pelos diferentes níveis e blocos do Maracanã.
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O estádio conta com limites específicos de ocupação para cada uma dessas áreas, e o respeito a essas divisões é considerado um dos pontos centrais da investigação.
Planilhas relacionadas à operação apontam que determinadas regiões, entre elas o Setor Norte e as cadeiras cativas, teriam recebido um número de torcedores acima do previsto.
Até o momento, conforme informação de ‘O Globo’, a manifestação apresentada pelo Flamengo não trouxe uma explicação específica para a diferença identificada entre a capacidade estabelecida para algumas áreas e o número de pessoas registrado na ocupação.
O clube, por sua vez, informou que está disponível para prestar novos esclarecimentos ao Ministério Público e também para fazer eventuais mudanças em sua política de ingressos.
Como funciona a apuração sobre os setores do Maracanã
O principal ponto de divergência entre a posição apresentada pelo Flamengo e aquilo que vem sendo analisado pelo MP está justamente na maneira como a capacidade do estádio é considerada.
O Rubro-Negro utiliza como argumento o número total de pagantes, sustentando que esse quantitativo não ultrapassou o limite geral do Maracanã. Já o inquérito verifica também se cada nível e bloco recebeu uma quantidade de torcedores compatível com aquilo que foi autorizado.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
O Setor Norte é um exemplo dessa situação, já que existe circulação de torcedores entre os anéis inferior e superior. Dessa maneira, ainda que o total de ingressos comercializados para o setor ou para o estádio esteja dentro do limite geral, determinado nível pode acabar concentrando uma quantidade de pessoas superior à estabelecida no laudo.
Outros envolvidos foram acionados
O inquérito conduzido pelo GAEDEST/MPRJ também foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Urbanismo. Além do Flamengo, foram oficiados Fluminense, Federação de Futebol do Rio de Janeiro e empresas envolvidas na operação.
A Fla-Flu Serviços, responsável pela administração do Maracanã, ainda deverá apresentar suas respostas aos ofícios enviados pelo Ministério Público.
Na semana passada, o CEO Fred Nantes afirmou que o consórcio forneceria todas as informações solicitadas pelo órgão e classificou a repercussão do caso como “mais midiática”.













