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Flamengo mostra força no Mineirão e encontra em Pedro e Paquetá a solução para reagir

Pedro e Paquetá fazem a diferença, e Flamengo ganha confiança para decidir a vaga no Maracanã

Pedro e Paquetá, jogadores do Flamengo
Pedro e Paquetá, jogadores do Flamengo

A entrada de Pedro e Paquetá foi determinante para o Flamengo mudar o panorama da partida contra o Cruzeiro. Os dois começaram o confronto no banco de reservas, mas precisaram de apenas um minuto em campo para participar diretamente da reação rubro-negra no empate por 1 a 1, nesta quarta-feira, no Mineirão.



Em um mata-mata de Libertadores, empatar fora de casa normalmente é considerado um resultado positivo. Ainda assim, o placar deixou a impressão de que o Flamengo poderia ter conseguido algo ainda melhor caso Pedro e Paquetá tivessem permanecido mais tempo em campo. Mesmo assim, Leonardo Jardim conseguiu ajustar o time durante a partida e manteve a disputa completamente aberta para o segundo confronto, no Maracanã.

É preciso considerar a força do adversário

Antes de apontar os erros do Flamengo, também é necessário levar em consideração o nível do adversário. Mesmo contando com grande capacidade financeira e técnica, o Rubro-Negro teve pela frente um Cruzeiro que confirmou a expectativa de ser um oponente extremamente difícil.



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Os mineiros exigiram muita resistência e concentração dos jogadores do Flamengo, que precisaram suportar momentos complicados para não deixar a vantagem escapar. Além disso, saber administrar os riscos também faz parte da experiência de uma equipe acostumada a disputar títulos.

A estratégia de Leonardo Jardim

A escalação escolhida por Leonardo Jardim foi um dos principais pontos para entender o desenvolvimento do confronto. O treinador decidiu iniciar a partida com Bruno Henrique e Plata nas vagas que poderiam ser ocupadas por Pedro e Carrascal.

A ideia tinha dois objetivos principais: utilizar a velocidade para dificultar a saída de bola do Cruzeiro e explorar os espaços deixados pelos zagueiros quando a equipe mineira adiantava sua linha defensiva.

No planejamento, a estratégia fazia sentido. Entretanto, quando colocada em prática, apresentou aspectos positivos e também algumas limitações.



O Flamengo não apresentou uma atuação brilhante, mas conseguiu ser competitivo e manter um padrão de jogo. Jardim viu sua equipe ter a posse em alguns momentos, mas o time demonstrava maior perigo quando conseguia acelerar as jogadas em transição.

Mesmo quando o Cruzeiro controlava a bola, o Flamengo procurava não permitir que os donos da casa atuassem confortavelmente, ainda que isso significasse abrir mão de algumas de suas principais características.

Ausência de Pedro e Paquetá pesa no ataque

Por outro lado, deixar Pedro e Paquetá fora da formação inicial reduziu o poder ofensivo do Flamengo. Quando não conseguia encontrar os espaços para acelerar as transições, o time passava a trocar passes sem conseguir criar grandes oportunidades.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

A equipe também recorreu com frequência a cruzamentos e finalizações de longa distância. Quando o Cruzeiro conseguia recompor seu sistema defensivo, o Flamengo encontrava dificuldades para ocupar a área adversária e acabava sendo pouco agressivo.

O cenário ficou ainda mais complicado depois do intervalo. O Cruzeiro conseguiu se adaptar ao estilo apresentado pelo Rubro-Negro e passou a controlar melhor as principais armas utilizadas inicialmente.

Cruzeiro cresce e coloca Flamengo em dificuldade

Plata, que havia sido importante em determinados momentos do primeiro tempo, passou a ser neutralizado pelos defensores adversários. Bruno Henrique também encontrou menos espaço e teve sua atuação prejudicada pela redução dos espaços.

Com isso, o Cruzeiro cresceu no confronto e chegou ao gol com Arroyo. O lance aconteceu aos oito minutos da segunda etapa e representou o momento de maior perigo para o Flamengo em toda a partida.

Era necessário mudar a estratégia.

Jardim coloca talento em campo e Flamengo reage

Leonardo Jardim decidiu então abandonar a estratégia inicial e apostou na qualidade individual de Paquetá e Pedro juntos.

A resposta foi praticamente imediata. Apenas um minuto depois de entrarem em campo, os dois ajudaram o Flamengo a construir a jogada que terminou no gol de empate.

A igualdade mostrou o impacto que a dupla poderia proporcionar. A partir dali, o Rubro-Negro apresentou uma equipe mais rápida, dinâmica e dominante, assumindo maior controle das ações.

O Flamengo chegou a criar oportunidades para virar a partida, mas encontrou pela frente o goleiro Otávio, responsável por realizar grandes defesas e impedir que os cariocas saíssem do Mineirão com a vitória.

Empate também entra no cálculo dos riscos

Depois de crescer e pressionar o Cruzeiro, o Flamengo diminuiu o ritmo aos poucos. Conforme o relógio avançava, a equipe dava a impressão de aceitar o empate e deixar a definição da classificação para o Maracanã.

Embora ninguém admita abertamente essa postura, o empate foi um resultado interessante diante de um adversário qualificado. O Flamengo poderia ter vencido? Sim. Porém, voltar ao Rio de Janeiro com a igualdade no placar é uma situação mais segura do que correr o risco de sofrer uma derrota no primeiro jogo.

Maracanã será palco da decisão

Com o resultado conquistado em Belo Horizonte, o Flamengo precisa apenas de uma vitória por qualquer placar no jogo de volta para garantir sua classificação.

O segundo duelo será disputado na próxima semana, no Maracanã, e a expectativa é de que Leonardo Jardim não precise esperar a bola rolar para corrigir os problemas apresentados no primeiro encontro.

Nesse cenário, Pedro e Paquetá aparecem como peças importantes para a formação titular. A tendência e a expectativa são de que a dupla possa começar a partida decisiva desde o início e ajudar o Flamengo a buscar a vaga na próxima fase da Libertadores.

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