Foi eleita vencendo Delair Dumbrosck, tornando-se a primeira mulher na presidência do Clube de Regatas do Flamengo. Não obteve bons resultados no primeiro ano após o título brasileiro no ano anterior e a badalada dupla de ataque composta por Adriano e Vágner Love, apelidada “Império do Amor”, foi eliminado na Libertadores nas quartas-de-final, perdeu a final do campeonato carioca para o Botafogo e lutou contra o rebaixamento no brasileiro sendo salvo apenas na última rodada. Anunciou com grande euforia a inclusão de Zico como diretor executivo.
Quando assumiu o clube o cenário encontrado era um mês de salário, 13º e premiação do título brasileiro atrasados. Patrícia sanou as pendências e passou a ser reconhecida pelos funcionários como a Presidente que pagava os salários rigorosamente em dia.
Internamente, houve muitos conflitos com jogadores, dirigentes e membros da comissão técnica. Destacam-se as demissões do técnico campeão brasileiro Andrade, este acusando a diretoria de planejar sua demissão premeditadamente e se aproveitando da derrota no estadual para tal, desde quando assumiram e do vice de futebol; o vice de futebol Marcos Braz; atos de indisciplina de Petković e Adriano; a prisão do goleiro Bruno; e a saída de Zico, acusado sem provas pelo presidente do conselho fiscal, Leonardo Ribeiro, de usar o clube para fins pessoais envolvendo seus filhos e o CFZ.
Candidata à reeleição pela chapa amarelo ouro, foi acusada pelo ex-presidente Márcio Braga de fazer um pacto com uma chapa adversária, representada por Jorge Rodrigues, buscando impugnar a candidatura de Wallim Vasconcellos, da chapa azul, apontado como seu principal concorrente e crítico ferrenho de sua gestão. A candidatura de Wallim Vasconcellos foi impugnada, sendo comemorada efusivamente por seus partidários. Patrícia Amorim classificou a chapa de Rodrigues de “oposição do bem”.
A chapa considerada durante toda a campanha como a favorita para ganhar as eleições: a chapa Azul, apoiada por Zico, com Wallim Vasconcellos à frente para assumir a presidência. Com a impugnação de Wallim, Eduardo Bandeira de Mello assumiu a responsabilidade como o candidato lançado pela Chapa Azul. No dia das eleições, 3 de dezembro de 2012, Patrícia Amorim perde para Bandeira de Mello, passando assim o cargo de presidente do Clube. Sua derrota foi ironizada pela torcida rubro-negra na internet.
Críticas
Seus críticos acusaram suas política de reformas das estruturas internas do clube visarem interesses eleitorais com os sócios, aumentados significativamente durante seu mandato e sua ênfase em promover sua gestão baseada nas reformas da sede.
Os salários e multas rescisórias de valores muito elevados firmados em diversos contratos com jogadores e técnicos, como Ronaldinho Gaúcho, Íbson, Liédson, Vágner Love, Joel Santana e Dorival Júnior, foram criticados pela gestão Eduardo Bandeira de Mello após a derrota de Patrícia Amorim nas eleições de 2012. Essa prática motivou uma política de austeridade a fim de conter a folha salarial do clube.
Eventuais dívidas da gestão
Sob nova direção, em 2013, o Conselho Deliberativo aprovou as contas de 2011 na gestão Patrícia Amorim e apesar de uma comissão de inquérito para avaliá-las.
Patrícia Amorim defendeu-se sob a alegação de retaliação, fato negado por Eduardo Bandeira de Mello.
Cinquenta dias depois da reunião do Conselho Deliberativo do Flamengo que inocentou a ex-presidente Patrícia Amorim sobre o caso das contas de 2011, as atas da votação foram aprovadas na noite de 13 de dezembro de 2013.
Desta forma, não há mais a possibilidade de conselheiros recorrerem da decisão para a mandatária ser punida.
Além de Patrícia Amorim, foram inocentados pelo Conselho Deliberativo o ex-vice-presidente de finanças, Michel Levy, o ex-presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, e o ex-controller da contabilidade, William Pereira.
Mandatos: 2010 – 2011 – 2012
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