O Flamengo encontrou uma alternativa para reduzir um possível prejuízo provocado pela MP das bets, que poderia impedir a comercialização de parte de seu estoque de uniformes. O problema envolvia principalmente as camisas produzidas com o patrocínio master da Betano, que já estavam prontas e armazenadas.
Sem uma autorização específica, o clube corria o risco de ficar com mais de 100 mil peças encalhadas, já que os uniformes haviam sido fabricados com a identificação visual da empresa de apostas.
A situação, entretanto, mudou após uma permissão concedida pelo governo. Com a nova orientação, clubes e estabelecimentos comerciais estão autorizados a vender as camisas que já haviam sido produzidas com essas marcas.
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A decisão foi apresentada em uma nota técnica elaborada após um questionamento feito pela Ápice. Segundo o documento, a venda de produtos que já estavam em estoque não caracteriza uma nova publicidade. O impedimento vale para a realização de novas ações comerciais envolvendo as empresas de apostas.
“A mera comercialização das camisetas de clubes de futebol que já tenham sido produidas antes da entrada em vigor das novas regras e que se encontrem em estoques de fabricantes, distribuidores, varejistas ou estabelecimentos comerciais, contendo identificação visual de agente operador de apostas incorporada sob o regime anterior, não caracteriza, isoladamente, nova ação de comunicação, publicidade, propaganda, marketing ou patrocínio”, diz a nota.
Autorização reduz impacto para o Flamengo
A medida tem importância especial para o Flamengo porque, justamente em 2026, o clube e a Adidas começaram a fabricar os uniformes já com o patrocínio master estampado.
Anteriormente, a presença da marca nas camisas era opcional. Por esse motivo, algumas peças ainda chegavam às lojas sem a identificação do patrocinador. A partir da metade do ano, porém, os uniformes passaram a ser enviados aos pontos de venda já com a marca da Betano.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Esse processo fez com que o Flamengo acumulasse um estoque de aproximadamente 100 mil camisas. Caso a comercialização fosse proibida, o clube teria de lidar com um prejuízo adicional relacionado diretamente a essas peças.
Contrato com a Betano também está em risco
Além do estoque, o Flamengo já enfrenta outra preocupação relacionada à MP das bets. O clube possui um contrato de aproximadamente R$ 268 milhões com a Betano, acordo que pode ser afetado caso a medida provisória não seja derrubada.
A autorização para comercializar os uniformes antigos, portanto, representa uma possibilidade de reduzir parte do prejuízo potencial. O Flamengo e os demais lojistas agora poderão colocar à venda as peças que já estavam produzidas e que carregam a identificação visual da Betano.
Dessa forma, a liberação permite que o estoque acumulado seja comercializado, evitando que essas camisas permaneçam paradas e contribuindo para minimizar as perdas relacionadas às peças já fabricadas.













