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Jorginho é considerado estrangeiro pela CBF? Veja a situação do volante do Flamengo

Volante nasceu no Brasil, apesar de ter defendido a Itália, e não ocupa uma das vagas destinadas a jogadores estrangeiros no elenco rubro-negro

Jorginho, jogador do Flamengo
Jorginho, jogador do Flamengo

A mudança aprovada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para diminuir gradualmente a quantidade de estrangeiros permitidos nas partidas do futebol brasileiro provocou dúvidas entre torcedores do Flamengo.



Uma delas envolve Jorginho. O volante foi campeão da Eurocopa de 2020 pela Itália e construiu praticamente toda a carreira profissional no futebol europeu, além de ter defendido a seleção italiana.

Apesar disso, Jorginho não é considerado estrangeiro pela CBF. O motivo está relacionado ao seu local de nascimento: o jogador nasceu em Imbituba, cidade localizada em Santa Catarina, no Brasil.



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Portanto, mesmo tendo escolhido defender a Itália e passado a maior parte da carreira no futebol europeu, o meio-campista não ocupa uma das vagas destinadas aos estrangeiros no elenco do Flamengo.

Trajetória de Jorginho começou na Itália

Ainda durante a formação, Jorginho deixou o Brasil e passou a integrar as categorias de base do Hellas Verona, da Itália. Foi no clube italiano que o volante iniciou sua carreira profissional.



Com uma evolução rápida, o jogador chamou a atenção da Federação Italiana de Futebol. Jorginho recebeu o convite para se naturalizar italiano e aceitou a proposta.

Depois, construiu uma trajetória por grandes clubes europeus. O volante passou por Napoli, Chelsea e Arsenal antes de retornar ao futebol brasileiro para vestir a camisa do Flamengo, em 2025.

Mesmo tendo representado a Itália no cenário internacional, o nascimento em território brasileiro faz com que Jorginho não seja contabilizado como estrangeiro nas regras da CBF.

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Jorginho é o único caso?

Não. Outros sete jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro também possuem situações semelhantes e, pelas regras da CBF, não entram na contagem de estrangeiros.

São eles: Maurício, do Palmeiras, brasileiro que atua no Paraguai; Carlos Coronel, do São Paulo, brasileiro que jogou no Paraguai; João Costa, do Cruzeiro, brasileiro que passou pela base da seleção de Portugal; Rafael Tolói, do São Paulo, brasileiro que atuou na Itália; Matheus Reis, do Fluminense, mexicano naturalizado brasileiro; Niclas Eliasson, do Internacional, sueco filho de mãe brasileira; e Kannemann, do Grêmio, argentino naturalizado brasileiro.

Como funciona a nova regra da CBF?

Atualmente, os clubes podem relacionar nove jogadores estrangeiros por partida. Esse número, porém, será reduzido progressivamente nos próximos anos.

A partir de 2027, o limite cairá para oito estrangeiros por jogo. Em 2028, serão sete, enquanto 2029 terá limite de seis. Em 2030, a quantidade chegará a apenas cinco jogadores estrangeiros relacionados por partida.

No caso do Flamengo, a mudança já gera preocupação. O clube possui atualmente 11 estrangeiros no elenco e, por isso, já ultrapassa a quantidade permitida para a próxima temporada. Dessa forma, o Rubro-Negro precisará encontrar uma solução para evitar que um jogador estrangeiro fique fora da relação a cada rodada a partir do próximo ano.

Quem são os estrangeiros do Flamengo?

O elenco rubro-negro conta atualmente com 11 jogadores estrangeiros. A lista é formada pelos argentinos Rossi e Freitas; pelos uruguaios De La Cruz, Arrascaeta, Varela e Viña, sendo Viña atualmente emprestado ao Cruzeiro; pelos equatorianos Plata e Valencia; pelo chileno Pulgar; pelo espanhol Saúl; e pelo colombiano Jorge Carrascal.

José Boto critica mudança aprovada pela CBF

A nova regra não agradou ao Flamengo. O diretor de futebol José Boto criticou a decisão da Confederação Brasileira de Futebol e afirmou que, em sua avaliação, a medida pode enfraquecer o futebol nacional.

— Como estrangeiro, que trabalha no Brasil, mas que já trabalhou em outras ligas, vou dar a minha opinião, embora respeite, como é óbvio, quem fez esses estudos. Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro, antes, pelo contrário, vai pôr a liga mais fraca, porque os jogadores vão continuar saindo —, disse Boto.

O dirigente português também argumentou que os principais talentos brasileiros continuarão deixando o país ainda jovens e que a limitação pode dificultar a permanência de atletas considerados valiosos pelos clubes.

— Os melhores jogadores vão continuar a sair para a Europa muito novos, e os clubes não tendo a possibilidade de reter esses jogadores de valor, vão ter que jogar com jogadores com menos valia, e isso vai baixar a qualidade da liga brasileira —, acrescentou o dirigente português.

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