Em meio à instabilidade política que atinge a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o afastamento de Ednaldo Rodrigues, o Flamengo tomou uma decisão firme e optou por não participar da eleição marcada para este domingo (25), na qual será escolhido o novo presidente da entidade máxima do futebol nacional.
O clube rubro-negro comunicou na noite da última quarta-feira (21) que, juntamente com outras equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, decidiu não enviar representantes para o pleito. A justificativa é o descontentamento com a condução do processo eleitoral e, em protesto, os clubes afirmaram que não reconhecerão a eleição neste formato. Apesar disso, deixaram claro que estarão abertos ao diálogo com o vencedor a partir da próxima semana.
A decisão não foi isolada. Ao lado do Flamengo, estão Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Fortaleza, Internacional, Juventude, Mirassol, Santos, São Paulo e Sport — todos da elite do futebol brasileiro. Já na Série B, os clubes que também optaram por se ausentar da votação são América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Botafogo-SP, Chapecoense, Coritiba, Cuiabá, Goiás e Novorizontino.
CLUBES QUE NÃO ADERIRAM AO PROTESTO
Por outro lado, nove equipes optaram por não assinar a nota de repúdio contra a eleição da CBF. Entre elas, estão Atlético-MG, Avaí, Bahia, Red Bull Bragantino, Ceará, Ferroviária, Operário-PR, Vila Nova e Vitória. Esses clubes, embora também não apoiem diretamente o nome de Samir Xaud — candidato único ao cargo — preferiram não aderir ao boicote articulado por Flamengo e demais signatários.
SOBRE O CANDIDATO ÚNICO
Com a eleição marcada para o domingo (25), Samir Xaud, presidente da Federação Roraimense de Futebol, será o único na disputa. Ele recebeu o apoio de 25 federações estaduais — com exceção de São Paulo e Mato Grosso — e de dez clubes das duas principais divisões nacionais: Amazonas, Botafogo, CRB, Criciúma, Grêmio, Palmeiras, Paysandu, Remo, Vasco e Volta Redonda. O Athletic-MG, por sua vez, se manteve neutro.
IMPACTO DA AUSÊNCIA DOS CLUBES
A ausência de representantes de peso como Flamengo, Corinthians e São Paulo expõe o racha entre os clubes e a entidade. A expectativa é de que o grupo contrário ao atual modelo de gestão pressione por mudanças estruturais e mais transparência na condução da CBF após a eleição.













