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Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete mundial, aos 68 anos

Família confirma falecimento do ícone do esporte após parada cardíaca em São Paulo

Oscar Schmidt em quadra pelo Flamengo no início dos anos 2000
Oscar Schmidt em quadra pelo Flamengo no início dos anos 2000

A lenda do basquete mundial, Oscar Schmidt, faleceu aos 68 anos nesta sexta-feira (17). A informação foi confirmada pela família em comunicado oficial. O ex-jogador passou mal em casa, em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, após sofrer uma parada cardíaca.



O Corpo de Bombeiros da cidade informou que foi acionado por volta das 13h para prestar atendimento. Oscar, que atuou pela Seleção Brasileira de Basquete e por clubes como Flamengo e Palmeiras, chegou a ser encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana.

Velório reservado

Segundo a família, a despedida será feita de forma reservada, respeitando o desejo por um momento íntimo.

Comunicado oficial da família

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”

“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”

“Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”

Luta contra tumor cerebral

Oscar foi diagnosticado com um tumor cerebral em 2011 e realizou tratamento até 2022, quando recebeu respaldo médico para encerrar o processo.



“Parei (com o tratamento) esse ano, eu mesmo decidi parar. Morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim, era um terror. E, graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser o melhor palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor”

Pouco tempo depois, o ex-atleta voltou a esclarecer a decisão:

“Meu médico, Dr. Olavo Ferreira, ao ver os meus últimos exames, falou: ‘Oscar, você está bem, vamos parar com a quimioterapia’. Depois dessa declaração que eu dei, virou uma confusão danada. Não estou desistindo do meu tratamento. Recebi alta do meu médico. Estou seguindo o conselho do meu médico que acha que eu estou curado. E estou mesmo! Eu venci essa batalha!”

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Carreira histórica

Considerado um dos maiores jogadores da história do basquete, Oscar iniciou a trajetória ainda jovem. Aos 16 anos, mudou-se para São Paulo para atuar na base do Palmeiras, onde rapidamente ganhou destaque e chegou à seleção brasileira.

Em 1979, já pelo Sírio, conquistou o mundial interclubes. No ano seguinte, participou da primeira Olimpíada, em Moscou.

No exterior, teve longa passagem pelo basquete italiano, consolidando-se como um dos principais pontuadores da Europa. De volta ao Brasil nos anos 1990, defendeu clubes como Corinthians e Flamengo, onde alcançou uma das marcas mais impressionantes: tornou-se o maior pontuador da história do basquete, com 49.737 pontos.

Pela Seleção Brasileira, disputou cinco Olimpíadas e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Em 1992, enfrentou o lendário Dream Team dos Estados Unidos, com nomes como Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, marcando 24 pontos na partida.



Despedida das quadras e vida pessoal

Conhecido como ‘Mão Santa’, Oscar encerrou a carreira em 14 de maio de 2003, aos 45 anos, atuando pelo Flamengo contra o Minas Tênis Clube, após uma trajetória de 30 anos no esporte.

Fora das quadras, destacou-se como palestrante. Era casado desde 1981 com Maria Cristina Victorino, com quem completaria 50 anos de união em maio deste ano.

Em homenagem à esposa, escreveu:

“49 anos de uma parceira linda, 44 deles casados. Obrigado por uma vida de alegrias!”

Oscar deixa os filhos Felipe e Stephanie, além dos irmãos Luís Felipe Schmidt e Tadeu Schmidt.

No aniversário de 68 anos, o primogênito fez uma homenagem:

“68 anos de vida, de caminhada, de exemplos e de luta, de conquistas. Um pai que sempre esteve presente, nos momentos bons, nos difíceis e em todos os aprendizados que realmente importam”

“Muito do que eu sou veio do que aprendi dentro de casa: trabalhar com seriedade, respeitar as pessoas, manter a humildade e seguir firme, dentro e fora do esporte. Obrigado por cada conselho, cada puxão de orelha, cada incentivo e por mostrar, na prática, o que é ser um homem íntegro. Hoje a comemoração é sua e a gratidão é minha”

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