A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende apresentar aos clubes, na próxima reunião, uma proposta para diminuir de quatro para três o número de equipes rebaixadas da Série A para a Série B por temporada.
Atualmente, quatro clubes deixam a elite do futebol brasileiro a cada edição do campeonato. A ideia em análise prevê que esse número passe a ser de apenas três.
O assunto retorna ao cenário poucos dias depois da reunião realizada na segunda-feira (21), no Rio de Janeiro. Na ocasião, representantes das Séries A e B aprovaram a redução progressiva do limite de estrangeiros relacionados nas partidas.
Além dessa decisão, CBF e clubes já possuem uma nova reunião marcada para outubro.
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Por enquanto, a alteração no sistema de rebaixamento ainda está apenas em discussão. Nenhuma mudança foi aprovada no regulamento e também não existe uma data estabelecida para uma eventual entrada em vigor de uma nova regra.
O que mudaria com três rebaixados?
Caso a proposta seja aprovada, a alteração afetaria diretamente as duas principais divisões nacionais. Com somente três equipes deixando a Série A, apenas três clubes da Série B conseguiriam o acesso.
Dessa maneira, a elite continuaria com os atuais 20 participantes.
Uma possibilidade discutida anteriormente previa a realização de um playoff entre o terceiro colocado da Série B e o antepenúltimo da Série A. Entretanto, essa e outras alternativas ainda não chegaram a ser submetidas à votação.
A própria Série B já sofreu uma alteração em seu formato nesta temporada. Em 2026, os dois primeiros colocados garantem o acesso direto, enquanto as equipes que terminarem entre a terceira e a sexta posições disputam, em confrontos de ida e volta, as duas vagas restantes.
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Por que existe apoio à redução?
Entre os argumentos utilizados pelos clubes favoráveis está a proporção de equipes rebaixadas atualmente. A Série A possui 20 participantes e, com quatro quedas, 20% dos clubes são rebaixados a cada temporada.
Na Premier League e na LaLiga, competições que também contam com 20 equipes, três clubes são rebaixados.
Outro ponto levantado pelos dirigentes é o impacto financeiro provocado pela queda para uma divisão inferior, especialmente em clubes que possuem estruturas maiores.
Vasco, Santos, Internacional, Grêmio, Bahia e Vitória estão entre os clubes favoráveis à diminuição do número de rebaixados.
A proposta, porém, costuma encontrar oposição entre os integrantes da Série B. Isso acontece porque os clubes da segunda divisão perderiam uma oportunidade de acesso por temporada. Por esse motivo, qualquer mudança depende de uma negociação envolvendo as duas divisões.
Discussão começou há alguns anos
A possibilidade de reduzir os rebaixamentos não surgiu agora. Em 2023, os clubes apresentaram a ideia ao Conselho Técnico da Série A. A CBF, entretanto, indeferiu o pedido porque o prazo para sugestões ao Regulamento Geral de Competições havia sido encerrado.
Em março de 2025, o tema voltou a ser levado ao Conselho Técnico e posteriormente encaminhado para análise do Conselho Nacional de Clubes. Naquele momento, dirigentes do Flamengo faziam parte do grupo de representantes da Série A.
Já em fevereiro de 2026, a gestão de Samir Xaud informou aos clubes da Série B que pretendia aprofundar a discussão.
Desde então, a CBF concentrou esforços em outras questões, como fair play financeiro, arbitragem e limite de estrangeiros.
O sistema atual de rebaixamento está em vigor há mais de 20 anos. O modelo de pontos corridos começou em 2003, quando somente dois clubes foram rebaixados.
A partir de 2004, o campeonato passou a enviar quatro equipes para a Série B. Desde 2006, a primeira divisão nacional é disputada com 20 clubes.
Flamengo foi voto contrário na questão dos estrangeiros
A reunião realizada na segunda-feira (21) também deixou o Flamengo em posição minoritária em outra discussão.
Os clubes aprovaram a redução gradual da quantidade de estrangeiros que podem ser relacionados por partida. O número, que atualmente é de nove, cairá para oito em 2027 e chegará a cinco em 2030.
O Flamengo votou contra a mudança, acompanhado por Bahia e Londrina.
Durante o encontro, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, também solicitou que fosse discutida a regra relacionada às transferências de jogadores entre clubes do Brasileirão. A CBF, contudo, informou que o assunto não estava incluído na pauta da reunião.
A decisão sobre os estrangeiros tem impacto direto no elenco do Flamengo, que atualmente conta com dez jogadores de outras nacionalidades.
Com isso, a próxima reunião poderá colocar novamente em discussão temas que ficaram pendentes. Entre eles estão a trava de 12 jogos para transferências e a possibilidade de criação de equipes B, além da proposta relacionada aos rebaixamentos.













