Canal do Eu sou Flamengo no Whatsapp

Bets no Brasil enfrentam prazo decisivo e Congresso pode alterar regras do setor

Futuro das casas de apostas entra em fase crucial; parlamentares discutem mudanças na MP

Bets recorrem ao STF contra medida que proíbe apostas online no Brasil
Bets recorrem ao STF contra medida que proíbe apostas online no Brasil

O mercado de apostas no Brasil vive um momento determinante nesta terça-feira (13). O prazo para deputados e senadores apresentarem emendas à Medida Provisória (MP) 1.394/2026 termina às 23h59. A proposta estabelece a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no país.



Publicada pelo governo federal em 25 de setembro, a medida provocou reações nos campos político e jurídico. Agora, a discussão no Congresso Nacional pode resultar em alterações relevantes no texto apresentado pelo Executivo.

Entre as alternativas defendidas por parlamentares está a manutenção das apostas esportivas, acompanhada da proibição dos jogos de cassino on-line, incluindo os conhecidos caça-níqueis virtuais.



LEIA TAMBÉM:

A proposta busca reduzir o alcance da medida provisória, permitindo que uma parte do mercado continue funcionando. Entretanto, qualquer mudança ainda dependerá da tramitação legislativa e da análise dos parlamentares.

Antes de a matéria ser votada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a comissão mista responsável pela MP deverá apresentar um parecer. Pelo cronograma oficial, a deliberação precisa ocorrer até 23 de novembro. A partir de 9 de novembro, a matéria entra em regime de urgência.



STF também pode influenciar o futuro das bets no Brasil

Além das discussões no Congresso, a medida provisória enfrenta contestações no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Luiz Fux, relator de ações relacionadas ao assunto, determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente uma manifestação a respeito dos questionamentos feitos.

Representantes do setor também tentam barrar a proibição. Entre as entidades que contestam a medida estão a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

Mergulhe na História Rubro-Negra:

As organizações buscam uma decisão judicial que suspenda os efeitos da medida provisória, colocando em discussão a validade da proibição proposta pelo governo.

Governo mantém posição contrária às operações

Enquanto parlamentares avaliam possíveis mudanças e entidades recorrem à Justiça, o governo federal continua defendendo a proibição das operações de apostas.

Diante desse cenário, o setor acompanha os próximos movimentos tanto do Congresso Nacional quanto do Supremo Tribunal Federal. As decisões tomadas nas duas instâncias poderão influenciar os rumos das casas de apostas no Brasil.

SHARE