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Médico do Flamengo revela detalhes da cirurgia de Arrascaeta e projeta retorno aos gramados

Fernando Sassaki detalha lesão de Arrascaeta e explica por que cirurgia é necessária

Dr. Fernando Sassaki, chefe do departamento médico do futebol profissional do Flamengo
Dr. Fernando Sassaki, chefe do departamento médico do futebol profissional do Flamengo

Chefe do Departamento Médico do Flamengo, Fernando Sassaki explicou os detalhes da lesão sofrida por Arrascaeta enquanto o meia defendia a Seleção Uruguaia. Em entrevista à FlamengoTV, canal oficial do clube no YouTube, o médico esclareceu por que o procedimento cirúrgico foi escolhido como a alternativa mais segura para o jogador.



Além disso, Sassaki apresentou uma estimativa para o período de recuperação do camisa 10, destacando as diferenças entre o tratamento de um atleta de alto rendimento e o de uma pessoa que não pratica esporte profissionalmente.

Como Arrascaeta sofreu a fratura?

O problema aconteceu durante a vitória do Uruguai por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Arrascaeta perdeu o equilíbrio sem sofrer qualquer contato com outro jogador e acabou caindo com o punho esquerdo apoiado no gramado.

Após o lance, o meia realizou exames de imagem, que identificaram a fratura e apontaram a necessidade de intervenção cirúrgica.



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Qual foi a fratura sofrida por Arrascaeta?

O jogador teve uma lesão no rádio distal do punho esquerdo, estrutura óssea localizada na região. De acordo com Fernando Sassaki, o osso sofreu um deslocamento e ficou fora de sua posição correta.

Por causa dessa característica da fratura, a cirurgia foi considerada o tratamento mais seguro. Durante o procedimento, os médicos irão reposicionar o osso e realizar a fixação com uma placa e parafusos.



Além de corrigir o posicionamento da estrutura óssea, a operação permitirá que Arrascaeta tenha uma mobilização mais rápida do braço, o que é considerado importante para preservar sua condição física durante o processo de recuperação.

A previsão do Flamengo é que o meia fique afastado por aproximadamente 6 a 8 semanas, período inferior ao normalmente esperado para uma pessoa que não seja atleta profissional.

Como será realizada a cirurgia?

Arrascaeta tem chegada prevista ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (30). O procedimento cirúrgico para corrigir a fratura está programado para o início da tarde de quinta-feira (01).

Mergulhe na História Rubro-Negra:

A operação será realizada por Fernando Sassaki, chefe do Departamento Médico do Flamengo. O médico terá a companhia de Roberto Feres, ortopedista e traumatologista especializado justamente no tipo de lesão apresentada pelo camisa 10.

Confira a explicação completa de Fernando Sassaki:

“Arrascaeta sofreu um trauma no punho e, imediatamente, ele foi fazer os exames de imagem no Hospital da Coreia, e eu já entrei em contato com o médico do Uruguai, que também me enviou as imagens. Quando você avalia essas imagens, você nota uma deformidade importante, e isso, de cara, já define o tratamento cirúrgico, além do mais ele é um atleta de alto rendimento. Para essa reabilitação ser mais adequada, para a gente conseguir manter esse atleta condicionado, a cirurgia vai ser fundamental.

A fratura do Arrascaeta é uma fratura do rádio distal (punho esquerdo), então essa cirurgia consiste em recolocar esse osso no lugar, posicionar uma placa. Essa placa tem praticamente a mesma anatomia do atleta, são placas padronizadas que a gente coloca no local da fratura e fixa com parafusos. Imediatamente, esse osso já fica estável e a gente já consegue reabilitar ele de maneira acelerada.

A cirurgia, ela vai permitir que o atleta fique já com o braço liberado. E aí a gente consegue ter uma reabilitação mais adequada, permitindo movimentos mais livres. Biomecanicamente, isso é melhor para o atleta. É melhor para manter o seu condicionamento físico. E aí a gente vai avaliando o dia a dia, vendo como estão as condições de melhora da dor, as condições de cicatrização, avaliando através de radiografia para a gente ver o momento ideal do retorno desse atleta.

Se for numa pessoal normal que não é um atleta, que vai ter um tratamento diferente, mais devagar, ele vai demorar em torno de 8 a 12 semanas. Quando a gente está lidando com um atleta, esse prazo vai passar 6, 8 semanas em média.

E além do mais, a estrutura que o Flamengo tem, a estrutura de fisioterapia, a estrutura de tratamento, é a melhor que tem no Brasil e talvez, um das melhores no mundo. Então vai ser tudo feito de mais moderno para que ele tenha uma cicatrização adequada e um retorno seguro e precoce. Diferente do que a gente vê na população comum.

Eu vi que teve uns questionamentos do atleta jogar com uma proteção no local do punho. Isso aí até vale para determinados tipos de fratura. A fratura do Arrascaeta, quando possível, ser tratada de forma conservadora, ela é iniciada com uma imobilização axilo-palmar. É uma imobilização que vem da axila até o punho. Isso para o atleta biomecanicamente é muito ruim, ele não consegue correr direito, ele não consegue se preparar para um chute da bola que precisa estender o cotovelo.

Então, uma órtese para ele poder jogar é inviável. A gente até pode fazer uma órtese curta para proteger a cirurgia, mas realmente a indicação cirúrgica está muito clara.

O atleta está em retorno de viagem, chega quarta-feira (hoje) por volta das 16 horas, é o tempo dele descansar, ver a família, e na quinta-feira a cirurgia dele está programada. Dentro do hospital nós vamos reavaliar tudo novamente, ver como é que está a questão da fratura, solicitar novos exames de imagem e, por fim, realizar o tratamento cirúrgico”.

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