José Boto, diretor de futebol do Flamengo, tem apenas dois meses de trabalho no clube, mas já percebeu a grande diferença na repercussão em relação aos clubes onde trabalhou anteriormente. O português admitiu que nunca vivenciou na Europa o que está vivenciando no Flamengo, principalmente em relação à força da torcida, e comparou o clube carioca ao Benfica.
“Flamengo é um clube com outra dimensão… é um Benfica multiplicado por 40. Tudo o que se passa tem uma repercussão enorme, que também é algo que qualquer um de nós na Europa não está habituado. Vamos jogar jogos do estadual, em Brasília, e são centenas e centenas de pessoas à espera do ônibus no aeroporto”, disse Boto em entrevista ao jornal português ‘A Bola’.
Boto também deu um exemplo do que o chamou a atenção nessas primeiras viagens com o Flamengo.
“Quando jogamos a Supercopa em Belém, houve pessoas que não saíram, não arredaram o pé da porta do hotel, durante horas e horas e horas, na esperança de ver um jogador ou um contato com o treinador. É um poder popular enorme, mas que depois também tem a outra face da moeda: quando as coisas não ocorrem bem, o que felizmente até agora ainda não aconteceu”, analisou.
Sobre a passagem de Jorge Jesus pelo Flamengo, Boto disse: “Trabalhei com ele no Benfica. Mas o Jesus foi realmente um fenômeno aqui (no Brasil). No curto período em que esteve, diria que foi quase um Deus. Pelo que ele ganhou e pela forma como o fez. Foi um fenômeno de popularidade. E, na minha perspectiva, isso tem a ver, como é óbvio, com os resultados que ele conseguiu. Um futebol também atrativo. Aqui no Flamengo não basta ganhar, é preciso ganhar, dominar e ter um futebol atrativo”.













