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Advogado de Bruno Henrique reforça defesa e questiona denúncia em caso de apostas

Ricardo Pieri, que já atuou em outros episódios com o atleta, volta a representar o atacante do Flamengo

Bruno Henrique em campo no clássico entre Flamengo e Botafogo
Bruno Henrique em campo no clássico entre Flamengo e Botafogo

O caso envolvendo Bruno Henrique e uma suposta participação em esquema de apostas esportivas ganhou novo capítulo. O responsável por comandar a defesa do atacante será o advogado criminalista Ricardo Pieri Nunes, figura já conhecida do universo rubro-negro. O profissional, inclusive, atuou na defesa do Flamengo durante a tragédia do Ninho do Urubu e já havia defendido o camisa 27 em situação anterior.

Segundo a investigação, Bruno Henrique foi indiciado após, supostamente, avisar o irmão que receberia um cartão amarelo na partida contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023 — duelo em que acabou sendo expulso. Desde novembro do ano passado, o jogador e seu irmão são alvos de apuração pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Ainda no ano passado, os celulares do atleta e de familiares foram apreendidos como parte da operação conjunta entre os órgãos. Na ocasião, Ricardo Pieri classificou a ação como “infundada” e chegou a protocolar um pedido de arquivamento do inquérito, além de requerer a devolução dos aparelhos. O advogado ainda destacou que o episódio foi analisado pelo STJD, que arquivou o caso por falta de evidências de manipulação.

“O tribunal entendeu que o lance em questão, no qual foi aplicado o cartão amarelo a Bruno Henrique, nem sequer era passível de falta”, disse a defesa.

A análise do STJD, na época, apontou que o cartão recebido aos 52 minutos do segundo tempo não condizia com a narrativa da acusação, já que Bruno Henrique poderia ter sido substituído a qualquer momento do jogo, o que torna a teoria improvável.

Ricardo Pieri também mencionou que foi entregue à Justiça um pedido para avaliação das informações fornecidas por três casas de apostas à IBIA (International Betting Integrity Association), visando comprovar a validade das evidências usadas na denúncia. Segundo ele, tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal não analisaram se os dados foram produzidos com metodologia adequada.

“Protocolizamos também pedido para análise das informações que foram fornecidas pelas três casas de apostas mencionadas no processo à IBIA (International Betting Integrity Association). Nem a Polícia Federal nem o Ministério Público procuraram aferir se o método técnico-científico para a produção e extração dos dados que baseiam a denúncia foi devidamente observado.”

“Verifica-se nos autos que a equipe policial não se desincumbiu de trazer aos autos registros válidos sobre a produção e extração dos dados e não assegura a confiabilidade das informações apresentadas. Esperamos que essa investigação possa também ser arquivada com brevidade para que o atleta possa seguir exercendo sua profissão com integridade e sem maiores danos à sua imagem, que já foi atingida de maneira injusta e irreparável por uma operação infundada”, completou a defesa de Bruno Henrique.

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