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Filipe Luís comenta improvisações no Flamengo e admite desafios para montar o meio-campo

Técnico revela escassez de meias no elenco e diz que "inventa" soluções em campo

Filipe Luís em entrevista para Fifa, sobre o Mundial de Clubes 2025
Filipe Luís em entrevista para Fifa, sobre o Mundial de Clubes 2025

O técnico Filipe Luís explicou os motivos que o levaram a fazer improvisações no meio de campo do Flamengo nos últimos jogos. Durante entrevista, o comandante rubro-negro reconheceu que a escassez de jogadores específicos para a função de armador obriga a comissão técnica a criar alternativas dentro do próprio elenco.

De forma direta, Filipe destacou que o Flamengo conta com apenas três atletas de origem para a posição de meia:

“Vocês falam: que meias eu tenho no plantel? Arrasca, Gerson e Plata. São os três jogadores. Quem faz a meia? Luiz Araújo faz a meia. Matheus Gonçalves pode fazer a meia. E aí? Quem mais faz a meia? Aí eu joguei sem meias? Sim, sim. E quem eu coloco na meia?”, relatou o treinador.

Técnico admite improvisações por opção estratégica

Mesmo com as limitações, Filipe também afirmou que em algumas ocasiões opta por ideias ousadas, tentando surpreender os adversários com novas formações, ainda que essas não sejam as mais ortodoxas:

“Tem coisas que o treinador faz porque inventa, um ataque de treinador que eu chamo. A gente acha que vai ganhar de uma forma. A gente inventa, bota quatro atacantes. Elaborei um plano de jogo onde eu achava que poderia dar resultado e fizemos um jogo superior ao do Inter, finalizamos mais, tivemos mais chances e não vencemos. Não importa, é futebol”, comentou.

Filipe vê desafio como parte prazerosa do trabalho

Apesar dos obstáculos enfrentados para montar o time ideal, Filipe Luís destacou que gosta do desafio de encontrar soluções em meio a ausências por lesão ou convocações. Para ele, o trabalho de gestão de elenco é parte essencial do ofício e algo que lhe proporciona satisfação.

“Meu trabalho é esse, é achar soluções para a equipe dentro desse quebra-cabeças que eu tenho que montar e deixar o time mais fluido possível. Quando o time está com todos os jogadores disponíveis é mais fácil. Quando tem lesões, quando tem jogadores nas seleções, claro que é mais difícil. Mas é meu trabalho e eu gosto, eu aproveito, eu desfruto”, finalizou o treinador.

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