A poucos dias da partida que pode definir o futuro do Flamengo na Libertadores, o comentarista Carlos Eduardo Mansur destacou um ponto que tem gerado debates nos bastidores do clube: a possibilidade de Pedro ser titular contra a LDU (EQU), nesta quinta-feira (15), no Maracanã. Segundo o jornalista, o Rubro-Negro enfrenta um dilema entre priorizar a gestão física do centroavante e reconhecer a importância técnica de sua presença num jogo decisivo.
Pedro, que não começou jogando contra o Bahia no último fim de semana, vem tendo sua minutagem cuidadosamente controlada pela comissão técnica. Mansur acredita que essa estratégia pode seguir válida, a menos que a condição física do camisa 9 permita a escalação desde o início.`
“Pedro só deve ser poupado se houver risco físico”
“Eu imagino que mesmo num jogo desse, de peso, deve estar havendo um cuidado natural, o Pedro já não iniciou o jogo com Bahia, para você nessa sequência dele de volta, não extrapolar a questão dos minutos. Mas eu só imagino o Pedro nesse jogo não iniciando, se de fato tiver um alerta grande em termos físicos, porque esse jogo é uma decisão”, analisou Mansur.
O comentarista ainda reforçou que, embora exista a preocupação com o Mundial de Clubes em junho, a prioridade no momento é a Libertadores, competição que pode impactar diretamente o planejamento do clube para o restante da temporada.
Ajustes necessários para escalar Pedro e Arrascaeta juntos
Outro ponto destacado por Mansur é a complexidade de utilizar Pedro e Arrascaeta ao mesmo tempo no time titular. Ambos possuem estilo de jogo menos voltado à intensidade de marcação, exigindo uma estrutura ao redor que compense a falta de pressão desses dois atletas.
“Há uma questão também no Flamengo, que eu acho que isso está muito claro. Os jogos em que Pedro e Arrascaeta jogarem juntos vão exigir que em torno deles exista uma formação capaz de compensar a capacidade de pressionar do Flamengo com um pouco mais de consistência. Então, acho que os jogadores que vão estar ao redor deles vão precisar ser jogadores que tenham muita capacidade de fazer essa pressão”, afirmou.
Diante disso, o treinador Filipe Luís pode acabar optando por escalar os dois juntos apenas em determinadas circunstâncias. Mansur acredita que a torcida terá de se acostumar com essa rotação, assim como aconteceu em 2022, quando Pedro e Gabigol eram tema de discussão semelhante. Naquele ano, Dorival Júnior encontrou a formação ideal e levou o time aos títulos da Copa do Brasil e da Libertadores.
Pressão rubro-negra oscila com duplas menos intensas
Para completar, Mansur destacou que a intensidade da marcação alta, uma das marcas do modelo de jogo de Filipe Luís, tende a oscilar quando Pedro e Arrascaeta estão juntos. Isso pode comprometer a recuperação da bola e abrir espaços para os adversários, o que torna essencial encontrar o encaixe ideal para que o time mantenha o equilíbrio tático e físico.
“Fato é que a pressão do Flamengo, que é uma parte importante do jogo do Filipe, ela tende a dar umas osciladas. E os dois jogadores, por questão de característica, podem sentir um pouco isso ao longo do tempo”, completou.
O duelo contra a LDU, portanto, vai além da escalação. Envolve decisões que tocam o coração tático do Flamengo e que podem definir se o clube segue vivo na busca pelo tetracampeonato continental.













