Nesta quinta-feira (15), o Flamengo emitiu uma nota oficial explicando os motivos que levaram o clube a tomar uma decisão estratégica em relação à disputa do Mundial de Clubes da FIFA, que ocorrerá nos Estados Unidos. A medida envolve a criação de uma empresa no território norte-americano, com o objetivo de minimizar o impacto fiscal que incidirá sobre os valores recebidos durante a competição internacional.
Conforme descrito no comunicado, o governo dos Estados Unidos não concederá qualquer isenção tributária aos clubes que disputarão o torneio da FIFA. A ausência de acordo de bitributação entre Brasil e EUA implica na retenção automática de 30% sobre os repasses da FIFA aos clubes brasileiros. Além disso, taxas locais e encargos administrativos também devem ser cobrados.
Nota oficial do Flamengo expõe panorama tributário nos EUA
O Flamengo informou que a FIFA já notificou os clubes brasileiros sobre a não aplicação de isenções fiscais, prática que havia sido adotada durante a Copa do Mundo de Seleções. Desta vez, as receitas geradas no torneio de clubes serão taxadas nos EUA, o que levou o Rubro-Negro a buscar alternativas para evitar perdas significativas.
Segundo a nota, consultorias especializadas recomendaram a criação de uma empresa de finalidade específica e temporária, sediada nos Estados Unidos. O objetivo é administrar exclusivamente as receitas e despesas vinculadas ao Mundial, reduzindo assim a carga tributária de 30% para cerca de 21%, além de permitir a dedução de custos operacionais relacionados ao torneio.
NOTA OFICIAL DO FLAMENGO:
A FIFA informou aos clubes brasileiros que disputarão o Mundial de Clubes, entre junho e julho de 2025, nos Estados Unidos que, diferentemente do que ocorreu na Copa do Mundo de Seleções, o governo americano não concederá isenção fiscal às receitas geradas durante o torneio.
De acordo com a legislação tributária vigente nos Estados Unidos, pagamentos feitos pela FIFA a clubes representantes de países que não possuem acordo de bitributação com os EUA — como é o caso do Brasil — estão sujeitos a uma retenção de 30% em impostos federais, além de possíveis encargos estaduais e locais e taxas administrativas.
Para reduzir o impacto desses tributos e assegurar que os valores devidos aos clubes brasileiros sejam recebidos de forma mais eficiente e transparente, seguindo as melhores práticas internacionais de governança, foi recomendada por consultorias especializadas a constituição de empresa nos Estados Unidos, com finalidade exclusiva de administrar receitas e despesas vinculadas ao Mundial.
A constituição dessa empresa é temporária e restrita à participação no torneio, sem qualquer impacto sobre a estrutura esportiva, jurídica ou operacional dos clubes no Brasil, servindo apenas para o fim específico de redução da retenção tributária das receitas do Mundial de Clubes 2025 de 30% para algo em torno de 21% ainda deduzindo as despesas referentes ao Mundial.
Sem impacto no Brasil, foco é eficiência financeira
A diretoria do Flamengo ressaltou que essa estrutura será provisória e não afetará em nada a operação esportiva, jurídica ou administrativa do clube em território brasileiro. A iniciativa visa apenas a proteção financeira diante das exigências do sistema fiscal norte-americano, e segue padrões reconhecidos internacionalmente de boa governança.
Estreia no Mundial e calendário imediato
Faltando menos de um mês para a bola rolar nos Estados Unidos, o Flamengo tem estreia marcada para o dia 16 de junho contra o Espérance de Tunis (TUN). Depois, o time encara o Chelsea (ING) no dia 20 e, em seguida, enfrenta o vencedor do confronto entre América do México (MEX) e Los Angeles FC (EUA), em 24 de junho.
Antes da viagem internacional, o Rubro-Negro ainda tem compromissos importantes pela frente. Nesta quinta-feira (15), o time comandado por Filipe Luís recebe a LDU (EQU), no Maracanã, em duelo decisivo pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores, com início marcado para 21h30 (horário de Brasília).













