Após dias de tensão nos bastidores do Flamengo, a diretoria rubro-negra resolveu agir para pacificar o ambiente. Nesta terça-feira (8), no Ninho do Urubu, reuniões internas contaram com a presença do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que reafirmou o respaldo total ao trabalho do diretor técnico José Boto. Segundo o jornalista Venê Casagrande, o episódio é tratado como superado, e o foco está voltado completamente para o confronto contra o São Paulo, no próximo sábado (12), pelo Brasileirão.
A diretoria avalia de forma positiva a atuação de Boto, não apenas no mercado de transferências, mas também na gestão das categorias de base, no dia a dia do CT e, claro, no desempenho da equipe profissional. Apesar do desconforto gerado por vazamentos recentes e da frustração com a desistência da contratação de Mikey Johnston — episódio que gerou tensão com o português —, o dirigente segue prestigiado internamente.
Boto, inclusive, demonstrou incômodo com a forma como o caso Johnston foi conduzido, especialmente pela interferência de Bap, que barrou a chegada do atacante após forte rejeição da torcida. O clima esquentou, mas tudo foi conversado nas reuniões, e a ordem agora é virar a página e olhar para o campo.
Com isso, a reapresentação do elenco nesta terça marcou o terceiro treino consecutivo de preparação para o jogo contra o São Paulo. O técnico Filipe Luís terá mais quatro sessões para montar a equipe que entrará em campo, tendo que encontrar substitutos para Erick Pulgar e Gerson, ambos fora da partida.
Pressão sobre Boto teve início com polêmica envolvendo Pedro
Toda a crise teve início quando Mauro Cezar Pereira divulgou que o Flamengo estaria disposto a negociar Pedro por 15 milhões de euros. A notícia gerou repercussão imediata, sendo desmentida oficialmente pelo clube, que classificou a informação como “especulação”. No entanto, o jornalista divulgou prints de conversas com um membro do departamento de futebol, que, embora não tenha sido identificado, foi amplamente atribuído a José Boto.
Em meio à repercussão, vieram rumores sobre um possível pedido de demissão por parte do dirigente, o que aumentou a pressão interna. A situação se agravou com a decisão final sobre Johnston, vetada por Bap apesar do aval anterior do departamento de futebol — mais uma amostra do desalinhamento entre presidente e diretor.
Apesar das divergências, o jornalista Venê Casagrande informa que tudo foi resolvido com diálogo, e a diretoria garantiu que Boto permanece firme no cargo. Agora, o clube busca deixar a turbulência para trás e concentrar os esforços dentro de campo, mantendo a liderança no Campeonato Brasileiro.













