No meio de uma das piores crises institucionais e financeiras da história do Corinthians, uma opinião vinda diretamente de quem liderou a reestruturação do Flamengo ganhou destaque: “vergonha na cara” seria o ponto de partida para a virada.
A frase foi dita por Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Rubro-Negro, que comandou o início da reviravolta econômica do clube carioca. A fala repercutiu logo após Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, afirmar que o clube paulista “quer ser como o Flamengo”.
Durante entrevista ao canal “Benja Me Mucho”, do apresentador Benjamin Back, Bandeira foi direto ao comentar a situação do Corinthians. Para ele, a solução não envolve mistérios ou estratégias avançadas.
“É muito mais uma coisa de atitude, de postura, de vergonha na cara. O que você precisa fazer no Corinthians, o que se fez no Flamengo, você aprende em Administração Financeira 1. Não tem nada assim de estratosférico”, destacou.
Romeu Tuma disse ontem que gostaria que o #Corinthians se tornasse um #Flamengo!
Por coincidência, o entrevistado do #BenjaMeMucho nessa próxima 3ªf é justamente #EduardoBandeiraDeMelo
Mas vejam o que disse o ex-presidente do Flamengo sobre o que falta ao Corinthians!
Ou seja,… pic.twitter.com/YJJVVgLltL— Benjamin Back (@benjaminback) August 2, 2025
Pilares da reconstrução exigem mudança cultural
Segundo Bandeira de Mello, qualquer clube que deseje se reerguer precisa se basear em três fundamentos essenciais: postura, responsabilidade e credibilidade. Para ele, são esses os pilares que fazem com que investidores, parceiros e torcedores acreditem novamente na instituição.
O ex-dirigente ainda ressaltou que a maior força de Flamengo e Corinthians não está em seus cofres, mas sim na dimensão de suas torcidas.
“Para quem tem 30 milhões de torcedores, não é impossível. O maior ativo que o Flamengo tem, que o Corinthians tem, que o Vasco, o Palmeiras, é a torcida”, apontou.
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As falas de Bandeira vêm à tona enquanto o Corinthians enfrenta um cenário alarmante, com dívidas que superam a marca dos R$ 2 bilhões, além de conviver com forte instabilidade política.
Em contrapartida, o Mais Querido estima que vai arrecadar uma quantia próxima a esse valor ainda em 2025, escancarando a distância econômica e organizacional entre os dois gigantes do futebol brasileiro.













