
O Flamengo está prestes a iniciar uma nova trilogia de confrontos, desta vez contra o Internacional. No entanto, o retrospecto recente contra o Atlético-MG serve como sinal de atenção. Nas últimas semanas, o Mengão encarou o time mineiro em três oportunidades: duas pelas oitavas de final da Copa do Brasil e uma pelo Brasileirão.
O início foi promissor, com vitória por 1 a 0 no torneio nacional, garantindo três pontos que ajudaram o Rubro-Negro a se manter na liderança isolada. Porém, na Copa do Brasil, apesar do saldo de duas vitórias e uma derrota, essa única derrota custou caro: a eliminação.
No Maracanã, o Atlético-MG venceu por 1 a 0 no jogo de ida após uma falha na saída de bola. A vantagem conquistada foi suficiente para levar a decisão aos pênaltis em Belo Horizonte, onde o time mineiro confirmou a classificação.
Agora, com uma série decisiva contra o Internacional pela frente, o time de Filipe Luís precisa aplicar as lições aprendidas para não repetir os mesmos erros. O primeiro jogo será nesta quarta-feira (13), às 21h30 (horário de Brasília), pelas oitavas de final da Libertadores, no Maracanã. No fim de semana, as equipes voltam a se enfrentar pelo Brasileirão, antes do jogo de volta no Beira-Rio.
Fazer resultado em casa
A primeira lição é clara: aproveitar o mando de campo. Na Copa do Brasil, a derrota no jogo de ida no Maracanã foi determinante para a eliminação. Mesmo vencendo fora, o placar negativo em casa pesou.
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O contexto agora é similar. O Flamengo recebe o Internacional no jogo de ida e decide a vaga no Beira-Rio. Conquistar uma boa vantagem diante da torcida pode permitir que o time jogue o segundo confronto com mais tranquilidade, podendo até administrar um empate ou derrota mínima. Quanto maior a vantagem construída, mais simples será a missão na volta.
Menos pragmatismo
Muito se fala sobre o estilo de Filipe Luís. O jornalista Mauro Cezar Pereira, por exemplo, destaca que o time é “monotático”, com poucas variações e baixo risco.
Esse comportamento ficou evidente contra o Atlético-MG. No jogo de ida, a falta de alternativas táticas prejudicou. Já no jogo de volta, o Flamengo mostrou um perfil mais ofensivo e criativo, criando mais chances e ficando perto da virada.
Foi ao adotar uma postura diferente que o time surpreendeu o adversário, venceu fora e levou a disputa para os pênaltis.
Melhorar o poder de decisão
A superioridade do Flamengo sobre a maioria dos rivais é evidente, mas falhas no momento decisivo comprometem. Contra o Atlético-MG, Pedro teve chances e não marcou. Se tivesse feito, a classificação poderia ter vindo no tempo normal.
Nos pênaltis, erros individuais também pesaram. Wallace Yan desperdiçou a última cobrança, deixando o time em desvantagem, e antes disso Samuel Lino também errou, logo após Rossi defender.
Esses lances mostram que não basta criar oportunidades — é preciso ser mais preciso e assertivo tanto nas finalizações quanto nas decisões tomadas durante a partida.
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