O Conselho Deliberativo do Flamengo se reúne nesta terça-feira (19) para avaliar dois temas de grande peso: a oficialização do novo patrocínio master e a votação de uma emenda antirracista.
No caso do patrocínio, a proposta encaminhada pela diretoria prevê que a Betano ocupe o espaço principal do Manto Sagrado. O contrato, válido até o fim de 2029, estabelece cifras na casa dos R$ 250 milhões anuais, além de bonificações variáveis.
Esse valor ultrapassa em mais de três vezes o que a empresa de apostas paga pelos naming rights do Brasileirão e ainda supera a quantia que o Flamengo recebe em direitos de TV. Para o clube, trata-se de uma parceria estratégica e de enorme relevância financeira.
A definição da Betano foi resultado de um processo seletivo aberto após o encerramento do vínculo com a PixBet. Outras empresas, como Superbet e Sportingbet, também concorreram, mas a proposta da Betano foi a escolhida pela diretoria.
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Com a análise final do Conselho, a expectativa é de aprovação sem resistência, oficializando o maior patrocínio master da história recente do futebol brasileiro.
Conselho aprecia também emenda antirracista sugerida por BAP
Além da questão financeira, os conselheiros irão deliberar sobre uma emenda estatutária antirracista, apresentada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista (BAP). A proposta reforça o posicionamento institucional do Flamengo no enfrentamento ao racismo e a todas as formas de discriminação.
O texto prevê mudanças significativas no estatuto do clube, com os seguintes pontos principais:
• Artigo 2º – Passa a incluir entre os objetivos do clube a promoção de ações educativas e preventivas contra o racismo estrutural e qualquer discriminação racial ou de gênero.
• Artigo 3º – Determina a proibição de discriminação por raça, sexo, origem, idade, cor, religião, convicção política ou filosófica e condição social, além de estabelecer medidas disciplinares contra sócios, atletas, dirigentes e prestadores de serviço que pratiquem ou estimulem tais atos.
• Artigo 51 – Define punições mais rigorosas: associados podem ser suspensos por até 365 dias ou até excluídos do quadro social; funcionários podem ser demitidos; e prestadores de serviço terão seus contratos rescindidos. Tudo isso sem prejuízo de responsabilização administrativa, civil ou criminal.
A votação desta terça representa um marco histórico para o Flamengo, unindo estratégia de fortalecimento financeiro e compromisso com responsabilidade social.
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