O Flamengo de Filipe Luís precisou inovar para superar o Internacional no Beira-Rio. Depois de ter enfrentado dificuldades no segundo tempo do duelo de ida, o Rubro-Negro fez ajustes estratégicos que mudaram a dinâmica da partida de volta. O analista Bruno Pet publicou um vídeo destacando o lance tático que, segundo ele, foi fundamental para a vitória.
“O Flamengo dominou completamente o Internacional. Mas foi um ajuste tático sutil que abriu o caminho para a vitória no Beira-Rio. Um detalhe que fez toda a diferença e deixou a classificação ainda mais tranquila”, avaliou o especialista.
Como o Inter complicou a saída de bola do Flamengo
No início, o Flamengo manteve sua tradicional saída em 3+2, com Alex Sandro se juntando aos zagueiros e os volantes posicionados à frente. O Internacional pressionava essa movimentação de forma semelhante ao jogo no Maracanã, com Alan Rodríguez avançando para se juntar aos homens de frente.
“Ou seja, sempre que a bola entrava no Léo Ortiz, o Alan Patrick conseguia fazer o salto de marcação ao mesmo tempo em que fechava a linha de passe do Jorginho. Isso dificultava a vida dos dois principais construtores do Flamengo na saída de bola. Isso permitia ainda que o Wesley permanecesse mais recuado, ajudando o Bernabei na marcação. O resultado foi um Flamengo com dificuldade para conseguir chegar ao campo de ataque no começo do jogo”, analisou Bruno Pet.
O papel de Jorginho na virada tática do Flamengo
Aos 15 minutos, Jorginho começou a recuar para receber a bola de frente. Essa movimentação mudou totalmente o cenário, pois alterou o posicionamento do Internacional.
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“Mas com 15 minutos, o Jorginho começou a baixar para buscar jogo e receber vendo o jogo de frente. Isso mudou tudo, porque mexeu com o posicionamento do Alan Patrick, que no ímpeto de continuar colado no Jorginho, se distanciou do Léo Ortiz. Dessa maneira, o salto de pressão começou a ficar mais difícil. O Léo Ortiz começou a ter mais tempo e espaço com a bola. Com a qualidade dele, isso se tornou um perigo para o Inter”, destacou.
Esse ajuste gerou confusão na marcação do Colorado.
“Isso gerou um efeito cascata. Se antes o Wesley podia ficar mais recuado na marcação, ele começou a ter que saltar para bloquear as conduções do Léo Ortiz. Como o Flamengo começou a sobrecarregar ainda mais aquele lado do campo, o Wesley ficava na dúvida se saltava no Léo, ou se sustentava a posição. Jogador em dúvida é sinônimo de marcação mal feita”, pontuou o analista.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Como nasceu o primeiro gol do Mengão
O lance que originou o gol do Flamengo refletiu exatamente esse novo cenário criado em campo.
“Olha o lance do primeiro gol: Jorginho baixa, recebe, segura a bola e atrai o salto de marcação do Tabata, que nesse lance, estava invertido com o Alan Patrick. Na sequência, ele solta a bola no momento certo, deixando Ortiz com muito espaço para conduzir”, explicou.
Na jogada, Léo Ortiz e Bruno Henrique tiveram papel decisivo.
“Ele conduz, o Wesley fica na dúvida se salta ou marca o Varela, o passe entra no Varela, e graças à sobrecarga que o Flamengo começou a gerar daquele lado, olha o Bruno Henrique livre para receber. O espaço para construir o gol estava escancarado. O grande domínio do Flamengo nesse jogo foi tão absurdo que o gol podia até ter saído de outra forma. Mas ter saído desse jeito, com um pequeno ajuste tático, é a prova de que futebol é um jogo de detalhes”, concluiu.













