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CBF avança em projeto de Fair Play Financeiro para 2026

Flamengo é um dos principais defensores da medida, que pode incluir transfer ban e outras punições

Samir Xaud presidente da CBF
Samir Xaud presidente da CBF

A CBF está finalizando a elaboração do Fair Play Financeiro, sistema que deve regulamentar as contas dos clubes brasileiros a partir de 2026. A primeira punição prevista é o transfer ban, que impediria times inadimplentes de registrar novos atletas. A proposta é antiga e conta com o apoio do Flamengo, que participa do grupo de trabalho responsável pelo regulamento.



A comissão reúne 34 clubes das Séries A e B, além de dez federações estaduais. Para que as novas regras sejam implementadas, será necessário um consenso ou pelo menos maioria qualificada. O plano da entidade é anunciar as normas em novembro, já com período de transição para a temporada de 2026, conforme revelou o jornalista Marcel Rizzo, do Estadão.

Clubes SAFs e limites de investimento entram no debate

Além do transfer ban, outro ponto discutido é a definição de limites para gastos. Embora não haja um teto fixo, o projeto prevê que o percentual aplicado em relação à receita não ultrapasse de 70% a 80%, como acontece em outros países. Assim, não seria necessário estabelecer valores absolutos de investimento.



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O modelo brasileiro pode ganhar sanções adicionais após três anos de aplicação. Estão em debate a perda de pontos e até a exclusão de torneios. A ideia é construir um sistema progressivo, permitindo que os clubes se adaptem sem comprometer de imediato o equilíbrio das competições.

Flamengo cita casos de dívidas e pressiona por mudanças

A intenção da medida é diminuir a desigualdade entre times que cumprem seus compromissos e aqueles que atrasam pagamentos. Exemplo recente foi o duelo do Flamengo contra o Internacional, nas oitavas da Libertadores. Enquanto os gaúchos utilizavam Thiago Maia, titular nos confrontos, ainda não haviam quitado a compra junto ao Rubro-Negro.



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Para muitos dirigentes, a sanção inicial de impedir contratações será a mais eficiente para forçar a regularização das dívidas.

Em junho, Bap, presidente do Flamengo, reforçou a importância da medida e citou casos de clubes de dentro e fora do Brasil.

“O Flamengo vê esse assunto com seriedade e até com certa ansiedade. Temos casos pendentes, Estrela Amadora, Leixões, Internacional. A morosidade do CNRD (Comissão Nacional de Resolução de Disputas), que é mais lento do que o CAS (Corte Arbitral do Esporte) para decidir alguns assuntos”, declarou o dirigente.



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