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Jornalista critica decisão em julgamento de Bruno Henrique

Alícia Klein aponta falhas na pena do STJD e alerta para riscos de impunidade no futebol

RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 18: Bruno Henrique of Flamengo reacts during the match between Botafogo and Flamengo as part of Brasileirao 2024 at Estadio Olimpico Nilton Santos on August 18, 2024 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Wagner Meier/Getty Images)

O julgamento de Bruno Henrique no STJD, em razão do cartão amarelo que teria sido forçado em 2023, gerou grande repercussão no cenário esportivo. A decisão, que resultou em críticas de jornalistas como Alícia Klein, do “UOL Esporte”, foi considerada branda e perigosa, podendo abrir precedentes negativos para o futebol brasileiro.

Pena considerada branda

O tribunal determinou que o atacante ficará suspenso por 12 partidas do Brasileirão 2025 e terá de pagar uma multa de R$ 60 mil. Para Alícia, o valor é insignificante e a punição é inferior ao mínimo previsto.

“E o STJD mostra que não tem critério. Nesse caso que a Milly citou muito bem, a pena mínima é 360 dias de suspensão, ou seja, um ano fora do futebol. E a multa de R$ 60 mil é irrisória, para esse tipo de jogador não significa nada. O que realmente pesa é ficar sem jogar”.



Comparação com outros casos

A jornalista destacou que situações semelhantes já resultaram em suspensões de até dois anos, o que reforça a percepção de falta de critério do tribunal. Para ela, a pena aplicada demonstra ausência de rigor no combate à manipulação de resultados.

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Além disso, Alícia ressaltou que uma suspensão de 12 partidas é muito curta para um clube do porte do Flamengo, que disputa mais de uma competição ao mesmo tempo.

“Só que 12 jogos, para um clube como o Flamengo que disputa duas competições, não dá nem dois meses. Ou seja, o Bruno Henrique vai ficar menos de dois meses fora por claramente manipular um resultado. E só não pegou uma pena maior porque o clube disse que não se sentiu prejudicado. Para mim, isso é perigosíssimo”.



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Risco de estimular manipulação

Para Alícia Klein, a decisão pode ter efeito contrário ao desejado: em vez de desestimular práticas irregulares, abre espaço para que jogadores se sintam confortáveis em manipular partidas.

“Só que o problema não é o resultado direto daquela partida, que pode até não ter feito diferença. O problema é a manipulação. Porque, quando você abre esse campo subjetivo do ‘foi menos pior’ ou ‘mais aceitável’, a ética no esporte simplesmente acaba. Se um jogador pode tomar um cartão de propósito, ele também pode fazer qualquer outra coisa de propósito para beneficiar apostadores”.



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