Aos 74 anos, o renomado técnico Oswaldo de Oliveira abriu o coração em entrevista ao Só Resenha Podcast, reafirmando sua forte identificação com o Flamengo. Ele contou que, mesmo tendo atuado nos quatro grandes do Rio — Botafogo, Fluminense, Vasco e Flamengo —, apenas o clube da Gávea ocupa um espaço especial em sua vida.
“Sou flamenguista desde criança, eu fui muito ao Maracanã. Meu pai era vascaíno, meu avô era vascaíno, e eu pequenininho era vestido de Vasco. Nós morávamos em um conjunto entre Cascadura e Quintino, perto de onde surgiu o Zico. Só que isso foi em 53, 54 e 55, ano do tri-campeonato do Flamengo”.
A camisa que mudou a história
Durante a conversa, Oswaldo recordou o episódio decisivo que consolidou sua escolha pelo rubro-negro, mesmo em uma família majoritariamente vascaína.
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“Aí eu chegava e vinha a garotada toda, Flamengo, Flamengo. Um dia eu virei para o meu pai e pedi uma camisa do Flamengo. Em casa foi terrível, meu avô ficou doido, mas no natal meu pai me deu uma camisa.”
Análise sobre o episódio entre Filipe Luís e Pedro
O ex-técnico também comentou sobre a situação vivida recentemente entre Filipe Luís e Pedro nos bastidores do Flamengo, citada no mesmo podcast. O apresentador relembrou o descontentamento do atacante em certo momento, mencionado por Filipe como “migué” e “pirraça”, e perguntou como Oswaldo avaliaria o caso.
“Você poderia optar pelas duas possibilidades e ser bem sucedido nas duas? Ele podia ter sido mais discreto, não iria mudar muito, dependendo do que ele tivesse conversado com o Pedro internamente, em particular.”
Segundo Oswaldo, o resultado dentro de campo foi determinante para transformar o episódio em algo positivo.
“Mas eu vendo depois, eu acho que aquilo acabou tendo uma repercussão positiva, porque também os resultados foram positivos.”
Mergulhe na História Rubro-Negra:
A evolução de Pedro no time
Por fim, o treinador destacou a forma como Pedro se adaptou ao grupo e ao trabalho do técnico Filipe Luís, ressaltando a importância do atacante na equipe.
“A gente sabe que no futebol a gente depende disso. A bola tem que entrar, né? Entende? Então, como o Flamengo continuou jogando bem, e o Pedro entrou e fez gol, e o Pedro também fez a meia-culpa, se adaptou às condições impostas pelo Filipe, eu acho que tudo concorreu para que a coisa tivesse esse encadeamento que está tendo agora. Ele em forma e recuperado, ele é o 9 da Seleção Brasileira.”













