O Flamengo apresentou em reunião do Conselho Deliberativo os estudos para a construção do estádio no Gasômetro. A análise feita pela FGV concluiu que a opção mais vantajosa é utilizar recursos próprios, acumulados em caixa, para iniciar a obra da arena projetada para 72 mil pessoas.
Poupança rubro-negra em detalhes
O plano prevê que o clube comece a reservar recursos a partir de janeiro de 2026. No primeiro ciclo, até agosto de 2028, seriam guardados R$ 5,8 milhões por mês, totalizando R$ 184 milhões. Entre setembro de 2028 e abril de 2033, a média subiria para R$ 11,6 milhões mensais, somando R$ 652 milhões. Já na fase final, de maio de 2033 a junho de 2036, seriam R$ 12,5 milhões por mês, cerca de R$ 475 milhões.
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Somando rendimentos de aproximadamente R$ 209 milhões, o Flamengo chegaria a R$ 1,52 bilhão em 10 anos e meio. O custo total do projeto está estimado em R$ 2,2 bilhões.
Fontes complementares de receita
Além da poupança, o clube planeja explorar naming rights, venda de camarotes e cadeiras premium, além do potencial construtivo da Gávea (CEPACs). Essas fontes adicionais podem render aproximadamente R$ 714 milhões, completando o valor necessário para a obra.
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Estratégia diferente do habitual
A decisão de não buscar empréstimos segue recomendação da FGV, que avaliou que o custo do capital, considerando a Selic em 15%, tornaria o estádio pouco viável financeiramente. Assim, o Flamengo opta por inverter a lógica comum de recorrer a financiamentos e aposta em um modelo de autossustentação.













