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Flamengo com Filipe Luís: Lições, polêmicas e evolução em 12 meses

Treinador completa um ciclo à frente do rubro-negro com Copa do Brasil, Supercopa e Carioca, mas também passa por crises internas, eliminações e questionamentos até consolidar o trabalho.

Filipe Luís técnico do Flamengo
Filipe Luís técnico do Flamengo

Um ano de casamento e provas de fogo

A parceria Filipe Luís–Flamengo começou oficialmente em 30 de setembro de 2024, quando o ex-lateral foi anunciado como técnico do time profissional. Além das conquistas da Copa do Brasil, Supercopa e Campeonato Carioca, o treinador também encarou provações que moldaram seu perfil à beira do campo.



A primeira noite dolorosa: o clássico com o Fluminense

Em quase um ano, as derrotas de Filipe Luís são poucas — apenas sete —, mas a inicial doeu: no Maracanã, em 17 de outubro, o Fluminense venceu por 2 a 0, com gols de Lima e Jhon Arias. O tropeço acendeu desconfianças na torcida e na mídia. O técnico evitou expor nomes, tratou o revés como parte do processo e usou o episódio para ajustes táticos. No fim da temporada, levantou a Copa do Brasil, resposta direta às dúvidas iniciais.

Nomeação polêmica, pressão e eleições no clube

A efetivação de Filipe — até então com experiência recente na base — gerou debate. Inicialmente houve ruído sobre ele ser interino ou definitivo; logo o clube confirmou a escolha. Em meio às eleições, pairava a incerteza sobre a continuidade. A conquista da Copa do Brasil e a regularidade de resultados mudaram o cenário. Em dezembro, com a vitória de Bap na presidência, veio a manutenção do treinador, amparada também pela opinião pública favorável.



Libertadores 2025: início turbulento e casca no mata-mata

Na fase de grupos, o desempenho foi irregular: vitória por 1 a 0 sobre o Deportivo Táchira fora; derrota para o Central Córdoba no Maracanã; empate por 0 a 0 com a LDU na altitude de Quito; novo empate, 1 a 1, com o Central Córdoba fora; e duas vitórias em casa, 2 a 0 diante da LDU e 1 a 0 contra o Táchira. A classificação veio sob desconfiança, mas nas oitavas o Internacional foi superado com atuação convincente. Nas quartas, a vaga diante do Estudiantes saiu nos pênaltis, com Rossi protagonizando — e o Flamengo avançou às semifinais, mantendo vivo o sonho do tetracampeonato e mirando a decisão em Lima, no Peru.

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Lesões, gestão de elenco e meritocracia

O primeiro ano também foi marcado por baixas. Desde a Copa do Mundo, Pulgar está fora; Jorginho perdeu a ida contra o Estudiantes; e Alex Sandro ficou ausente em momentos sensíveis. A resposta de Filipe foi endurecer o discurso: joga quem estiver melhor. Sem vaga cativa, peças como Ayrton Lucas corresponderam quando acionadas no lugar de Alex Sandro. Mesmo com menos minutos do que Gonzalo Plata, Luiz Araújo apareceu decisivo — foi dele o gol da virada sobre o Corinthians.



Copa do Brasil 2025: a escolha mais polêmica

Priorizando Brasileirão e Libertadores, o Flamengo poupou nomes contra o Atlético-MG e acabou eliminado nos pênaltis, com Wallace Yan desperdiçando a sua cobrança. A queda gerou frustração e críticas à estratégia, mas evidenciou a disposição do técnico em assumir riscos. Na sequência, contra o Estudiantes, o time foi com força máxima nos dois jogos; e no Brasileirão, manteve alto nível — venceu o Juventude antes da ida, empatou com o Vasco antes da volta e derrotou o Corinthians após a classificação continental.

O caso Pedro: crise, exposição e recomeço

O episódio mais tenso envolveu Pedro. Fora dos relacionados, o atacante foi tema de uma coletiva em que Filipe Luís expôs bastidores: semana ruim de treinos, pedido para sair alegando dores e ida ao DM que não se concretizou. O treinador classificou a postura do jogador como “ridícula” e “lamentável”.



Depois, Pedro se reencontrou tecnicamente, voltou a ser solução e passou a abraçar o técnico nas comemorações — um ponto de virada interno que fortaleceu a autoridade do comando.

As críticas recorrentes: teimosia e mexidas tardias

Ainda em lapidação, Filipe foi questionado por insistir em nomes que não rendiam — caso de Everton Cebolinha, hoje com menos minutos — e por demorar nas substituições, inclusive sem usar todas as cinco trocas em alguns jogos. Sobre isso, o técnico resumiu:

“Antes eram três (substituições)”.

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Crescimento contínuo e perspectiva

Entre taças, oscilações e embates públicos, o primeiro ciclo de Filipe Luís no Flamengo revela um treinador mais maduro do que há um ano. As experiências — boas e ruins — ajudaram a consolidar ideias, reforçar a gestão do vestiário e manter o clube forte na briga por Libertadores e Brasileirão.

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