A disputa pela venda dos direitos de TV está movimentando os bastidores do futebol brasileiro, e o Flamengo se tornou o centro da polêmica. Até 2024, o Rubro-Negro recebia cerca de R$ 300 milhões por temporada, mas, com o novo formato proposto pela Libra, o valor pode cair para R$ 197,5 milhões. Inconformado, o clube carioca levou o caso à Justiça.
Enquanto isso, o Corinthians comemora. Segundo Gabriel Lima, CEO da Liga Forte União (LFU), o time paulista será o clube mais bem remunerado do país em direitos de transmissão, superando pela primeira vez o Flamengo.
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“O Corinthians fez uma opção também por aderir ao nosso bloco e fazer uma venda conjunta dos seus direitos junto com o nosso grupo de clubes, o que transformou o Corinthians no clube que mais vai arrecadar em direitos televisivos no Brasil. É a primeira vez que o Corinthians vai arrecadar mais do que o Flamengo com direitos de TV no Brasil”, afirmou o executivo em entrevista à CNN Brasil.
Flamengo trava batalha judicial para manter alto patamar
Atualmente, o Flamengo e os clubes que integram a Libra estão envolvidos em uma disputa judicial no Rio de Janeiro. O impasse gira em torno da nova regra de divisão das receitas televisivas do Brasileirão.
Por decisão da Justiça, há um bloqueio de 30% do valor referente ao critério de audiência — cerca de R$ 77 milhões estão depositados em juízo pela Globo até que o caso seja resolvido.
O clube carioca alega que a mudança foi aprovada sem a unanimidade exigida pelo estatuto da Libra e que, caso o modelo atual seja mantido, poderá perder até R$ 100 milhões por temporada.
Entenda a disputa pelo critério de audiência
O contrato de TV do Brasileirão prevê que as receitas sejam divididas da seguinte forma:
40% igualmente entre os clubes,
30% de acordo com o desempenho esportivo,
e 30% conforme a audiência.
É justamente esse último ponto que gerou o conflito. O Flamengo propôs fórmulas alternativas para atenuar as perdas, mas suas sugestões foram rejeitadas pelos demais integrantes da Libra.
Por outro lado, a liga afirma que o clube já havia concordado anteriormente com os critérios agora em vigor. O impasse segue sem solução definitiva, e o Rubro-Negro tenta garantir judicialmente a manutenção do alto patamar de arrecadação que possuía no antigo modelo.
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