A disputa entre Flamengo e Libra ganhou um novo capítulo e agora gira em torno da suposta ratificação feita por Bap, presidente rubro-negro. O bloco de clubes afirma que o dirigente teria concordado com o estatuto e o modelo de divisão de receitas previamente aprovados por Rodolfo Landim, algo que o Flamengo nega de forma veemente.
O impasse envolve a divisão dos direitos de transmissão — definida em 40% por igualdade, 30% por desempenho e outros 30% por audiência. É justamente sobre esse último item que o clube carioca questiona a falta de clareza nos critérios de medição. A Libra, no entanto, sustenta que o Flamengo já havia dado seu aval a essa estrutura durante uma reunião realizada em fevereiro deste ano.
Libra cita reunião e diz que Bap ratificou estatuto
De acordo com o bloco, o encontro de 7 de fevereiro contou com a presença de Bap e teria consolidado tanto o estatuto social da Libra quanto a ratificação da contratação da consultoria Matos Projects. A alegação é de que o Flamengo também teria aprovado o documento que contém o chamado “Anexo I”, responsável por detalhar a forma de distribuição dos 30% referentes à audiência.
“Em AGE realizada em 7/2/2025, além da consolidação do Estatuto Social da LIBRA, que contou com a ratificação do Flamengo, já sob a nova gestão, houve a deliberação pela ratificação da contratação da Matos Projects, mantendo-se inalterado o Anexo I.”
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Segundo a Libra, essa ata comprovaria que o Rubro-Negro concordou integralmente com o modelo de rateio. No entanto, o clube carioca rebate afirmando que a aprovação se limitou à contratação da consultoria e não à formalização dos critérios de divisão da cota de audiência.
As informações foram inicialmente divulgadas pelo jornal O Globo.
Entenda o ponto central da disputa
O principal entrave está nos 30% da fatia de audiência, que, de acordo com o contrato, englobam três frentes: televisão aberta, TV por assinatura e streaming. O Flamengo afirma que o documento da Libra não define de forma objetiva como esses índices serão medidos — o que abre brecha para interpretações e favorecimentos.
Por outro lado, a Libra sustenta que todos os clubes já haviam concordado com o formato e que o método de apuração seria definido em conjunto com a consultoria. A entidade tenta usar a reunião de fevereiro como base legal para comprovar a suposta anuência do Flamengo.
Imbróglio seguirá nos tribunais
A divergência entre as duas partes agora segue para a Justiça. A Libra insiste que a divisão deve respeitar os parâmetros do Anexo I, enquanto o Flamengo garante nunca ter aprovado tal item.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
O clube reconhece apenas a autorização para a consultoria Matos Projects, aprovada ainda na gestão de Rodolfo Landim, em setembro de 2024. A questão sobre a distribuição da cota de audiência, no entanto, segue sem definição e promete ser um dos temas centrais do processo judicial.
Por enquanto, não há previsão de desfecho para o caso — e a batalha jurídica entre Flamengo e Libra parece estar longe de chegar ao fim.













