Rafinha, multicampeão pelo Flamengo, viveu de forma intensa a vitória rubro-negra por 1 a 0 sobre o Racing no jogo de ida da semifinal da Libertadores. Atuando como comentarista da GeTV, o ex-lateral não se conteve na beira do campo e chegou até a conversar com Filipe Luís durante a partida, demonstrando irritação com algumas escolhas da equipe.
Segundo o ex-jogador, o Flamengo insistia demais nas jogadas pelo lado esquerdo e deixava de explorar o outro setor, que, para ele, parecia o caminho mais promissor para furar a defesa argentina.
Críticas e acerto na leitura do jogo
Rafinha chegou a apontar que o lado direito poderia ser a chave para o gol — e foi exatamente por ali que nasceram as duas principais chances antes do gol de Carrascal. Primeiro, Samuel Lino finalizou cara a cara com o goleiro, que defendeu; em seguida, marcou, mas teve o gol anulado por impedimento.
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O gol da vitória também começou em uma jogada construída pela direita, confirmando a leitura feita pelo ex-jogador durante a transmissão.
Irritação com as bolas paradas
Antes do gol decisivo, Rafinha se mostrou impaciente com a insistência da equipe nas cobranças de escanteio em direção à primeira trave. O Flamengo tentou essa jogada em diferentes momentos e com vários cobradores — Carrascal, Arrascaeta e Luiz Araújo —, mas sem sucesso.
“Me chama a atenção das bolas paradas do Flamengo, acho que já foram quatro ou cinco bolas de escanteio no primeiro pau. Todas foram bolas baixas no primeiro pau. Não sei se o Filipe treinou isso durante a semana, mas não está tendo resultado. Acho que seria bom explorar uma bola no segundo pau. Essa bola não está entrando, a defesa do Racing está bem postada.”
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Reflexão após o apito final
Depois da partida, o ex-lateral avaliou positivamente a vantagem mínima conquistada no Maracanã, afirmando que o resultado obriga o time a manter a intensidade e a concentração para o duelo decisivo na Argentina.
“Quem ganha o primeiro jogo, ganhou de um 1 a 0, maravilha, mas dorme só com um olho fechado. É o melhor sentimento. Ganhou, legal, mas se mete dois ou três pode falar ‘Estamos com a vantagem’. Não, 1 a 0 é bom porque não muda nada, é um resultado normal e o jogador entra mais concentrado no segundo jogo.”













