
O Flamengo segue escrevendo seu nome entre os maiores clubes da América do Sul. Com a classificação sobre o Racing, o Rubro-Negro garantiu presença em sua quarta final de Libertadores em sete anos, algo que pouquíssimas equipes conseguiram ao longo da história da competição.
Essa marca coloca o Flamengo ao lado de gigantes como Peñarol, Estudiantes, Independiente e Boca Juniors. Entre os clubes brasileiros, o Mengão é o primeiro a alcançar o feito, reforçando o domínio recente na principal competição do continente.
Os gigantes que alcançaram o mesmo feito
Nos primórdios da Libertadores, o Peñarol foi o primeiro clube a estabelecer esse padrão de hegemonia. Entre 1960 e 1966, os uruguaios chegaram a cinco finais em sete temporadas (1960, 1961, 1962, 1965 e 1966), conquistando três títulos.
Logo depois, o Estudiantes de La Plata igualou o feito, ao disputar quatro finais consecutivas entre 1968 e 1971, vencendo três e perdendo apenas a última.
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Nos anos 1970, foi a vez do Independiente dominar completamente o cenário. O clube argentino alcançou quatro decisões seguidas (1972, 1973, 1974 e 1975) e conquistou todas elas, sendo o único a manter 100% de aproveitamento nesse período.
Já no início dos anos 2000, o Boca Juniors marcou uma era sob o comando de Carlos Bianchi. Foram quatro finais em cinco temporadas (2000, 2001, 2003 e 2004), com três títulos e um vice-campeonato — além de uma nova decisão em 2007, fora do recorte de sete anos.
Flamengo se junta à elite com domínio recente
Seguindo essa linhagem de potências, o Flamengo entra oficialmente nesse grupo seleto. De 2019 a 2025, o clube alcançou as finais de 2019, 2021, 2022 e agora 2025. Nesse intervalo, conquistou duas taças — em 2019 e 2022 — e busca o tricampeonato no duelo contra o Palmeiras.
A atual sequência também supera a do rival paulista, que disputou as decisões de 2020 e 2021, vencendo ambas, mas que ainda não chegou às quatro finais dentro do mesmo período.
Clubes que ficaram no quase
Algumas equipes chegaram perto, mas não atingiram o mesmo nível de consistência. O Nacional (URU) chegou a três finais entre 1967 e 1971, enquanto o River Plate (ARG) disputou três entre 2015 e 2019.
Entre os brasileiros, o Palmeiras ainda pode alcançar a marca na próxima temporada, enquanto Santos (1962-1964) e São Paulo (1992-1994) também tiveram sequências fortes, porém mais curtas.
Resumo dos gigantes com quatro finais em sete anos
• Peñarol — 1960, 1961, 1962, 1965, 1966 (tricampeão, único com cinco finais no período)
• Estudiantes de La Plata — 1968, 1969, 1970, 1971 (tricampeão)
• Independiente — 1972, 1973, 1974, 1975 (tetracampeão)
• Boca Juniors — 2000, 2001, 2003, 2004 (tricampeão)
• Flamengo — 2019, 2021, 2022, 2025 (pode ser tricampeão)
Flamengo e Palmeiras duelam por marca inédita
A final da Libertadores 2025, em Lima (Peru), promete ser histórica. Flamengo e Palmeiras, ambos com três títulos, disputam pela chance de se tornarem o primeiro tetracampeão brasileiro da competição.
Além de buscar mais uma conquista continental, o Flamengo quer vingar a derrota de 2021, quando perdeu justamente para o Palmeiras, na prorrogação.
Independentemente do resultado, o Rubro-Negro já consolidou sua posição entre os maiores clubes da América do Sul e se firma como o grande protagonista da era moderna da Libertadores.
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