Após a conquista da Libertadores e do Brasileirão, o Flamengo inicia oficialmente o planejamento para 2026. O processo envolve uma avaliação detalhada do elenco, considerando desempenho individual, estatísticas da temporada e aspectos comportamentais observados ao longo de 2025.
Enquanto o técnico Filipe Luís volta suas atenções exclusivamente à disputa do Intercontinental, a diretoria rubro-negra dará início ao levantamento que definirá reforços, saídas e ajustes estratégicos para o ano que vem.
Com a escolha de utilizar o time sub-20 na última rodada do Brasileirão, além do início do Estadual, o clube não trabalha com pressa. O foco é chegar preparado para o começo do campeonato de pontos corridos, no fim de janeiro.
O calendário apertado também influenciará as decisões sobre atletas que tiveram pouca utilização. A tendência é cruzar o interesse de Filipe Luís em observar jogadores menos utilizados com dados de desempenho e até comportamentos extracampo que geraram desafios pontuais, mas foram administrados internamente.
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O que pesa na análise do elenco
Dentro do clube, há a percepção de que alguns jogadores passaram por episódios de indisciplina. Em muitos casos, o grupo e o treinador contornaram as situações para proteger o coletivo.
O exemplo mais destacado é o de Gonzalo Plata, que enfrentou momentos de desgaste com o elenco, chegou a comemorar separado em alguns momentos e foi multado após descumprir acordos. Ainda assim, segue nos planos de Filipe Luís e foi peça importante até o fim da temporada.
Outros nomes, sem problemas disciplinares, geram dúvidas por motivos físicos. Entre eles estão Viña, Allan, De la Cruz e Michael, utilizados apenas esporadicamente e que hoje não são vistos como soluções prioritárias em suas funções.
Na parte técnica, o centroavante Juninho perdeu espaço e deve buscar novos caminhos. Cebolinha, que oscilou entre altos e baixos, conseguiu boa recuperação na reta final, ganhou oportunidades e mostrou evolução. Mesmo assim, a diretoria analisa a possibilidade de negociá-lo em 2026.
Estão confirmadas as saídas do goleiro Matheus Cunha, já acertado com o Cruzeiro, e do zagueiro Cleiton, que seguirá para o Wolfsburg-ALE.
Orçamento maior e menos pressão no mercado
Com alvos já monitorados, a diretoria planeja reforços cirúrgicos. A ideia é agir de maneira estratégica, sem enxugar demais o elenco campeão e priorizando contratações pontuais que elevem o nível da equipe.
O orçamento de 2026, em fase final de formatação, prevê maior investimento para manter o Flamengo competitivo em todas as frentes. A diretoria pretende evitar o cenário de 2025, quando a atuação no Mundial acelerou contratações mais caras.
Após vetar a chegada do atacante irlandês Mikey Johnston por baixa minutagem, o clube investiu pesado em Samuel Lino e Jorge Carrascal para o segundo semestre.
A renovação de Arrascaeta, antes incerta, acabou antecipada. Agora, os próximos na fila são o goleiro Rossi e o atacante Pedro. A diretoria também busca reservas para ambas as posições.
A principal prioridade no mercado é a contratação de um zagueiro, mesmo com a boa fase de Danilo e a grande temporada da dupla titular Léo Ortiz e Léo Pereira. A valorização dos dois últimos aumenta a expectativa de propostas internacionais, mas a ordem interna é clara:
nenhum titular será liberado neste momento.
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