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Proposta do Flamengo quer padronização nacional dos gramados e retirada do sintético

Clube entrega à CBF proposta oficial para monitoramento e unificação dos campos brasileiros

Gramado sintético do Allianz Parque
Gramado sintético do Allianz Parque

O Flamengo protocolou nesta segunda-feira (8) um documento na CBF com o Programa de Avaliação e Monitoramento da Qualidade de Gramados, iniciativa criada para padronizar e elevar o nível dos campos utilizados no futebol brasileiro. A proposta atende às solicitações feitas pela entidade visando o Brasileirão de 2026 e tem como objetivo aproximar o país dos padrões adotados pelas principais ligas do planeta.



Críticas ao gramado sintético e situação internacional

No texto, o Flamengo reforça que o gramado sintético não é adequado para o futebol de alto rendimento. O clube destaca que nenhuma grande liga europeia utiliza esse tipo de superfície e que muitas delas, inclusive, proíbem completamente o uso.

O levantamento rubro-negro ressalta ainda que, em 2025, Argentina, Uruguai e Colômbia não disputaram sequer uma partida de elite em gramado artificial.



Além disso, o Flamengo lembra que atletas de diversos clubes já se posicionaram publicamente contra a utilização do sintético — inclusive em um movimento coletivo no início de 2025 — e alerta que esse fator pode até impactar o mercado de contratações, afastando jogadores por receio da superfície.

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Riscos físicos e problemas médicos

O clube compila estudos que apontam aumento de lesões e irritações decorrentes do contato contínuo com os componentes plásticos do sintético. Para o Flamengo, o debate ultrapassa a esfera técnica: trata-se de saúde e segurança dos atletas.



Como solução, o Rubro-Negro sugere uma retirada gradual do sintético:

Série A: eliminação total até 2027
Série B: eliminação total até 2028

Durante esse período, estádios que mantiverem grama artificial teriam de seguir regras mais rígidas.

Propostas apresentadas pelo Flamengo

Padrões para gramado natural

O clube sugere parâmetros claros sobre: altura da grama, manejo, drenagem, irrigação, controle de pragas, nivelamento e até definição da espécie utilizada. A ideia é impedir grandes discrepâncias entre estádios do Brasileirão.



Mergulhe na História Rubro-Negra:

Critérios mínimos para o sintético durante a fase de transição

Mesmo enquanto existir, o Flamengo defende obrigatoriedade de padrões técnicos para grama artificial, incluindo:

• tipo e material da fibra
• densidade dos pontos
• altura uniforme
• camada de amortecimento
• tipo de preenchimento
• coloração padronizada



Testagem técnica obrigatória

O clube ressalta que atualmente não há protocolo nacional. Assim, solicita testes formais como:

rolagem da bola
absorção de impacto
rigidez da superfície
• parâmetros que garantam segurança, previsibilidade e igualdade competitiva

Infraestrutura mínima dos estádios

O documento determina que todos os estádios devem possuir:

• sistemas adequados de irrigação e drenagem
• equipamentos completos de manutenção
• base estrutural apropriada
• plano de controle de pragas e doenças

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