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Argentina vira palco constante do Flamengo em campanhas da Libertadores

Equipe Rubro-Negra busca repetir história positiva em nova edição do torneio

Estádio Jorge Luis Hirschi, casa do Estudiantes de La Plata, na Argentina
Estádio Jorge Luis Hirschi, casa do Estudiantes de La Plata, na Argentina

A Argentina tem se tornado presença constante nas campanhas vitoriosas do Flamengo na Libertadores. Embora Lima seja considerada especial pelos torcedores, por ter sido palco de dois títulos, o país vizinho também ocupa papel relevante na trajetória rubro-negra ao longo dos anos.



Presença argentina nas campanhas

A relação entre Flamengo e Argentina aparece em todas as conquistas continentais do clube. Jogadores como Rossi, Doval e Mancuso ajudam a reforçar essa conexão histórica. Mesmo quando a lembrança recente pode não ser positiva, o fato é que sempre houve ao menos um elemento argentino nas campanhas campeãs.

Agora, o Flamengo volta a campo nesta quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), em La Plata, diante do Estudiantes, buscando manter essa coincidência e encaminhar a classificação.

Campanha de 2025

Na campanha mais recente de título, em 2025, o Flamengo esteve três vezes na Argentina antes de levantar a taça. Empatou com o Central Córdoba na fase de grupos, venceu o Estudiantes nos pênaltis após derrota no tempo normal nas quartas e eliminou o Racing na semifinal com empate fora, após vantagem construída no Maracanã.

Trajetória de 2022

Em 2022, o Rubro-Negro também teve passagem pelo país ao enfrentar o Talleres, empatando por 2 a 2 na fase de grupos. Esse foi o único jogo que o time não venceu na campanha invicta. Na semifinal, atropelou o Vélez Sarsfield por 4 a 0, garantindo vaga na decisão com destaque para Pedro.



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Título de 2019 e lembrança de 1981

Já em 2019, o Flamengo não atuou em solo argentino, mas enfrentou o River Plate na final em Lima, vencendo por 2 a 1 com dois gols de Gabigol nos minutos finais. Desde 2017, apenas 2019 e 2024 foram anos em que o clube não esteve na Argentina durante a competição.

Em 1981, apesar de não enfrentar equipes argentinas diretamente no país, houve presença indireta com o técnico do Cobreloa, Vicente Cantatore, e o árbitro Carlos Espósito, ambos argentinos.

Retrospecto recente no país

Apesar da forte ligação histórica, o Flamengo vive momento recente de dificuldades na Argentina. A última vitória aconteceu em 2022, contra o Vélez. Desde então, foram três empates e duas derrotas, incluindo confrontos contra Racing, Central Córdoba, Estudiantes e Lanús.

No histórico geral, o clube soma 61 partidas no país, com 16 vitórias, 21 empates e 24 derrotas. Atualmente, lidera o Grupo A da Libertadores com seis pontos, seguido pelo Estudiantes, com quatro. Independiente Medellín e Cusco completam a chave.

Ambiente hostil e relação com torcedores

Nem sempre as visitas à Argentina são tranquilas. Em duelo contra o Estudiantes, o ônibus do Flamengo foi apedrejado e houve registro de gesto racista contra membros da comissão técnica.

Por outro lado, há também experiências positivas, como no confronto diante do Lanús, onde a relação amistosa entre torcidas proporcionou clima de festa e confraternização antes da partida.



A presença da torcida rubro-negra no país também se fortalece com iniciativas como a Fla Buenos Aires, grupo criado em 2017 que reúne torcedores para acompanhar jogos e apoiar o time.

— Senti que estava um ambiente bem hostil (contra o Estudiantes), imagino que estará de novo. Especialmente porque eliminamos eles dentro de casa. Mas temos tudo para ganhar. Contra o Central Córdoba, como já tenho o idioma fluente, fui entrar na cultura do pessoal de lá. Saía com a camisa na rua, fui convidado para um churrasco e na prévia do jogo ficamos lá com eles. Queriam me levar no ônibus deles, recebi camisa da torcida. É uma história única, uma loucura, nunca vou esquecer

Mergulhe na História Rubro-Negra:

— Contra o Racing não fomos muito bem tratados, criou uma rivalidade, já com o Lanús é uma amizade. Mas classificamos dentro do El Cilindro, calamos o estádio. Jamais vou esquecer. Essa história do Central Córdoba e a forma como somos recebidos no Lanús é muito para quebrar esse estereótipo que tem de que argentino odeia brasileiro. Nós que vivemos aqui vemos brasileiros com a camisa do Brasil, argentino com camisa do Brasil e do Flamengo. Na maioria é mentira. Claro que tem aqueles que nutrem ódio, acontece, mas mostra que há convivência

Com esse histórico, o Flamengo tenta transformar mais uma passagem pela Argentina em capítulo positivo na busca por outro título continental.

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