Depois da inesquecível final da Libertadores de 2019, Flamengo e River Plate voltarão a se enfrentar nesta sexta-feira (3), em Portugal, em amistoso válido pelo Troféu do Algarve. Desde aquele confronto, as duas equipes seguiram caminhos bastante distintos, principalmente no cenário internacional. Enquanto o Rubro-Negro se firmou como uma das grandes potências do continente, o Millonario perdeu parte do protagonismo nas competições sul-americanas.
Os cenários antes da decisão de 2019
Na decisão realizada em Lima, no Peru, o River Plate chegava embalado pelo título da Libertadores conquistado em 2018. Sob o comando de Marcelo Gallardo, a equipe havia superado o Boca Juniors na histórica final disputada em Madrid, na Espanha, e alcançava sua segunda decisão consecutiva do torneio. Naquele período, o clube argentino era apontado como a principal força do futebol sul-americano.
O Flamengo, por outro lado, retornava a uma final continental após 38 anos. Com Jorge Jesus à frente da equipe, o Rubro-Negro encantava o futebol brasileiro, mas ainda precisava confirmar esse desempenho também na principal competição da América do Sul.
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A histórica virada em Lima
Dentro de campo, tudo indicava que o título ficaria com o River Plate. Borré abriu o placar ainda no primeiro tempo, e a equipe argentina controlou boa parte da partida. Porém, aos 44 e aos 47 minutos da etapa final, Gabigol marcou duas vezes e protagonizou uma das viradas mais marcantes da história da Libertadores. Com o triunfo, o Flamengo conquistou seu segundo título continental e iniciou uma nova fase em sua história.
Flamengo consolidou protagonismo internacional
A conquista em Lima foi apenas o início de uma sequência de sucesso. Desde então, além de seguir dominante no futebol brasileiro com títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, o Flamengo passou a disputar regularmente as fases decisivas da Libertadores.
O clube voltou a levantar a taça continental em 2022, participou novamente de decisões internacionais e representou a América do Sul em diferentes edições do Mundial de Clubes. Em 2019, fez um confronto equilibrado diante do Liverpool, sendo derrotado apenas na prorrogação. Anos depois, voltou a ganhar destaque internacional ao realizar uma boa campanha na Copa do Mundo de Clubes, incluindo uma vitória marcante sobre o Chelsea.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Mesmo nas temporadas em que não conquistou a Libertadores, o Rubro-Negro permaneceu constantemente entre os principais candidatos ao título continental.
River Plate perdeu força nas competições internacionais
Do outro lado, o River Plate não conseguiu repetir o mesmo desempenho internacional. Embora tenha conquistado títulos nacionais nesse período, a equipe argentina não voltou a disputar uma final da Libertadores desde a derrota para o Flamengo.
A saída de Marcelo Gallardo, em 2022, encerrou um ciclo histórico de oito temporadas no comando do clube. O treinador retornou em 2024 com a missão de recolocar o River entre os protagonistas da América do Sul, mas encontrou um cenário bastante diferente.
Segundo João Pedro Rodrigues, setorista de Futebol Internacional do Lance!, a mudança não ocorreu apenas no River Plate, mas também no futebol argentino.
“Nos últimos anos, o Campeonato Argentino passou a ter campeões muito mais variados porque deixou de ser disputado por pontos corridos. River e Boca perderam protagonismo nacional e, internacionalmente, o River também caiu de rendimento. Desde 2019, não conquistou nenhum título sul-americano e sequer voltou a uma final de Libertadores. Hoje, comparando com o Flamengo, o River Plate está abaixo.”
Além disso, os clubes argentinos deixaram de exercer, nas competições continentais, o mesmo domínio que apresentavam ao longo da década passada.













