O meia Arrascaeta voltou a utilizar as redes sociais nesta quinta-feira (23), desta vez para compartilhar um vídeo que aborda a falta de segurança no Rio de Janeiro. O conteúdo republicado pelo camisa 10 trata do receio de circular pela cidade durante a noite e das mudanças de rotina provocadas pela violência, assunto que já havia sido mencionado anteriormente pelo Flamengo.
Influenciador relata mudança de hábitos por medo da violência
No vídeo compartilhado por Arrascaeta, o influenciador Gui Vendramini explica que deixou de sair à noite no Rio de Janeiro por causa da insegurança. Segundo ele, a preocupação com possíveis situações de violência fez com que alterasse sua rotina, especialmente quando está acompanhado da família.
“Não saio mais à noite no Rio de Janeiro. Essa semana fui ao cinema com a minha esposa e a gente viu um filme que acabou 11 horas da noite. Eu me vi andando numa rua de bairro a 100 km por hora, avançando todos os sinais possíveis para evitar qualquer confronto com a bandidagem”, afirmou.
O vídeo também destaca a preocupação com os deslocamentos pela cidade, principalmente quando há crianças dentro do veículo.
“Eu fico imaginando o quanto seria traumático para a gente ser roubado, ter o carro roubado com quatro crianças no carro. Uma delas, inclusive, presa numa cadeirinha”, completou.
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Momento pessoal aumenta preocupação de Arrascaeta
A publicação acontece em um período especial na vida pessoal do uruguaio. Recentemente, Arrascaeta tornou-se pai de Milano, que atualmente tem sete meses, fator que torna ainda maior a preocupação do jogador com a segurança e a rotina da família.
Flamengo já apontou segurança como dificuldade para contratar
A questão da violência no Rio de Janeiro não é um tema novo dentro do Flamengo. Há pouco tempo, o diretor de futebol José Boto afirmou que a segurança na cidade pode representar um obstáculo durante negociações com atletas estrangeiros.
“A segurança no Rio de Janeiro é um dos fatores que dificultam as contratações do Flamengo”, afirmou o dirigente.
De acordo com Boto, o clube procura mostrar aos jogadores que existe uma estrutura preparada para garantir segurança aos atletas e seus familiares. Ainda assim, ele reconheceu que a imagem do Rio de Janeiro no exterior pode influenciar a decisão de profissionais que não conhecem de perto a realidade da cidade.
Caso com Rossi motivou mudança de protocolo
O tema também já impactou diretamente o elenco rubro-negro. Em maio de 2025, o carro do goleiro Rossi foi atingido por disparos durante uma tentativa de assalto na Linha Amarela, na madrugada, quando a delegação retornava de uma partida.
Após esse episódio, o Flamengo modificou o protocolo de chegada dos jogadores ao Rio de Janeiro. Desde então, sempre que os desembarques acontecem durante a madrugada, os atletas passam a retornar juntos em ônibus do clube, contando com escolta policial.
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